OPERAÇÃO TAPA BURACO NA MT-130

 

 

Recebemos informações do arquiteto Jean Wstock e do engenheiro Zecão Ribeiro, de que o governo do Estado   firmou convênio com as prefeituras de Primavera do Leste e Rondonópolis para recuperação da rodovia MT-130; que mais de 50% dos buracos foram tapados, até o presente momento; e que a meta é concluir a operação nos próximos trinta dias.

 

 O ideal, segundo os dois técnicos, seria um recapeamento completo e de boa qualidade, como solução a médio prazo.

 

 Wstock critica e ironiza a inércia da prefeitura de Poxoréo: "Ainda constatamos com certa vergonha, que são os municípios vizinhos que fazem reparos até dentro do limite urbano de Poxoréo, realmente: tanto fico feliz em constatar que a MT 130 não precisa esperar o fim das chuvas para receber reparos,  tanto me sinto constrangido em ver a secretaria de obras de Primavera recuperar os trevos de acesso a Poxoréo e a pista dupla, pináculo1  da ação da secretária de obras de Poxoréo."

 

 

(1 – Pináculo: ponto alto, cume)

 

 

(batistao.poxoreo@uol.com.br)

 



Escrito por Batistao às 23:07
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NOVIDADES NA CASA DOS FILHOS E AMIGOS DE POXORÉO
Embaixada Poxoreense em Cuiabá
 
Encabeçada por Lenilson Miranda (Deco), Neurisvaldo Francisco (Barriga) e Mário,  uma nova  equipe representando a terceira geração, assumiu a direção do Clube dos Filhos e Amigos de Poxoréo, embaixada poxoreense em Cuiabá,. Em vez de promessas, ação: a nova equipe contratou mais de 10 operários e iniciou a reforma geral da chácara do Pascoal Ramos, com limpeza e reurbanização do local,,  reforma total do telhado e novos sanitários. 
 
A meta da equipe é buscar o retorno e aumentar a freqüência dos associados, familiares e convidados no clube, com eventos todos os sábados e alguns domingos.
 
Em breve o primeiro grande  Baile , para marcar o re-lançamento do Clube e marcar a presença cultural dos filhos e amigos de Poxoréo na capital do Estado.
 
No último dia 27 de fevereiro a diretoria recebeu visitantes de Poxoréo para um amistoso em sua sede, oportunidade em que os associados e familiares conheceram a proposta da equipe e a nova realidade da casa.
 
Passaram  por lá: Mimo, Trajano, Marcos Xavier, Ruy, Napu, Ruy Nogueira, Batistão, Denis, Mario e Maria José, Cristiano, Maradona, Alex, Rogério Varanda (O candidato de Peso), os irmãos Sena, Beto Macedo, Ayrton Bagerê, Garibaldo Junior e família, e muitos outros.


Escrito por Batistao às 22:17
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Escrito por Batistao às 12:19
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    REPRESENTANTE POXOREENSE NA ACADEMIA DE  LETRAS LANÇA SEU 5º LIVRO
 
Participei do lançamento do livro "DO LODO À FINA FLOR", cuja temática aborda as questões envolvendo o uso e abuso das drogas lícitas e ilícitas, escrito pelo poxoreense, professor universitário e membro da Academia Mato-grossense de Letras, onde ocupa a cadeira nº 4,   ANTÔNIO SOARES GOMES, por nós conhecido por Lincoln.
 
Essa é a quinta obra publicada pelo nosso primeiro representante poxoreense na Academia Mato-grossense de Letras e com muito orgulho queremos compartibilizar nossa alegria com os amigos da NQP.
 
 


Escrito por Batistao às 12:16
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                                    A BURAQUEIRA

 

Fiquei sabendo que o vereador Antonio Lélis estará mobilizando os seus colegas de Poxoréo, Primavera do Leste, Paranatinga e Rondonópolis, para, parodiando o governador Blairo Maggi, realizar "A BURAQUEIRA" uma carreata  na MT-130, partindo da BR-070 até Rondonópolis, no mes de março:

O objetivo da carreata "A BURAQUEIRA" é mostrar a situação de calamidade pública em que se encontra uma das mais importantes rodovias do sul do Estado.

Pagot e Pedro Henry serão convidados a dividir uma mesma caminhonete!!!

 

(Batistão)



Escrito por Batistao às 11:18
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                                        O Estradeiro

A carreata do estradeiro do governo seguia pelo interior do Mato Grosso, em vários carros. Todo mundo disfarçado de povo. Lá pelas tantas, no meio do poeirão, bate aquela sede, e o nosso amado Governador manda parar na primeira casa do caminho, para beber um pouco de água.

 
Diante do pedido daqueles homens importantes, tudo doutor, a dona do casebre, hospitaleira, grita para o menino de uns 8 anos, que estava sentado na porta:
 
- Blairo! Corre aqui, chegue! Traiz a quartinha e as caneca prus dotô bebê água!
 
Blairo, vaidoso, pergunta:

- Eu vi que a senhora chamou o garoto de Blairo. Ele tem esse nome em homenagem a alguém?
 
E ela, sem nunca imaginar que era o governador em pessoa que estava ali, responde:
 
- Não, dotô, na verdade o nome dele é Pedrinho, mas é que urtimamente esse minino deu prá minti e fazê  tanta cagada  que nóis apelidô ele assim.


Escrito por Batistao às 11:09
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SEJA PERSISTENTE, NÃO DE OUVIDO AOS PESSIMISTAS!

                                                                      
Era uma vez... uma corrida de sapinhos!   

                             
O objetivo era atingir o alto de uma grande torre; havia no local uma  multidão assistindo. Muita gente para torcer e vibrar por eles. Começou a competição. Como a multidão nao acreditava que os sapinhos pudessem  alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era:
- Que pena! Esses sapinhos não conseguirão. Não conseguirão!!    
                   
E os sapinhos começaaram a desistir. Mas havia um que persistia e continuava a subida em busca do topo. A multidão continuava gritando:
 
- Que pena! Voces não conseguirão.
 
E os sapinhos estavam mesmo desistindo, um por um...
 
penas um sapinho continuava. Continuava tranquilo, embora cada vez mais cansado. Já no fim da competicao todos desistiram, menos ele. A curiosidade tomou conta de todos, queriam saber o porque de tamanha insistencia. Logo descobriram:
 
O SAPINHO CAMPEAO ERA SURDO!   
 
Moral da estória: Seja persistente e não de ouvido aos pessimistas!!!!
 
(Autor desconhecido, transcrito pelo Batistão)


Escrito por Batistao às 10:58
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Escrito por Batistao às 00:34
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         Cultura é a mãe 

NIDES ALVES DE FREITAS 

Fiquei todo o mês de janeiro me alimentando novamente da cultura maravilhosa de minha mãe. Foi na digestão do pequi que cheguei à reflexão de que um dos urgentes desafios para as gestões públicas, em todo o Brasil, é transformar e fortalecer a sua indústria cultural.

Dito assim parece pomposo, ou chato, mas o fato é que tão rico quanto o petróleo, a soja e o aço é o patrimônio imaterial de um povo. É certo que o estudo das cadeias produtivas da cultura (o quanto gera de emprego e renda o teatro, o cinema, etc) no Brasil é muito recente, mas já é possível afirmar que a preservação dos saberes, das vivências, do imaginário e da oralidade de um povo pode empregar muita gente, gerar muito dinheiro e qualidade de vida para todos os moradores.

No Mato Grosso, cidades que já foram importantes centros de difusão cultural estão perdidas no tempo, à mercê de gestores que possam vir a compreender a necessidade de preservação e a importância das tradições para a auto-estima de sua gente. Isso acontece em cidades ribeirinhas que perderam o encanto das águas, ou cidades de garimpo que perderam o atrativo milionário de suas riquezas naturais.

Um exemplo bem claro disso acontece em Poxoréo. Durante décadas a cidade foi a terra prometida para brasileiros e estrangeiros que viram ali a possibilidade de um futuro melhor. As famílias que chegavam iam formando um raro mosaico de tradições culturais, saberes, fazeres, comeres e vivências que impressionaram e marcaram a vida de muitas gerações, conforme registrou Michael Baxter, numa tese de pós-doutorado para a Universidade de Columbia, nos EUA.

As cidades que surgiram em terras poxoreenses foram vocacionadas para o crescimento. Primavera é a filha caçula e semente de um modelo de progresso exemplar para o Brasil. Rondonópolis há décadas é de uma economia “animal”. Enquanto isso, Poxoréo ainda busca formas e meios de rotacionar o seu ciclo econômico para uma fase pós-garimpo. Neste período, de indefinições no quadro político e econômico, o que se percebe naquela que foi a Capital dos Diamantes é um descaso com todo o caldeirão cultural que ali fervia, unindo indígenas, negros, nordestinos, pantaneiros e gaúchos, sem cerimônias. As danças de índio, de catira, os folguedos populares, as alvoradas, as serestas, os pratos típicos como moqueca de jaú, galinhada com pequi, os jogos, os contadores de histórias e todo um riquíssimo patrimônio, que outrora foi motivo de orgulho são tradições que correm risco de extinção. Isso poderia ser preservado numa dinâmica de turismo cultural. Sem falar dos casarões antigos, cheios de possibilidades, e diversas casinhas de uma arquitetura bela e simples, que hoje despencam seus tijolinhos sob tortas calçadas de paralelepípedos.

Compreender a cultura como o mais rico patrimônio de um povo, como a matriz de uma “sabença”, não é urgente somente em Poxoréo, uma cidade que já foi lendária pela magia do diamante, pela paisagem exuberante e pela alegria de sua gente. Há muitas outras cidades que estão se povoando sem se dar conta de que a sua alegria e o seu jeito de cultivar o encantamento brotam de uma celebrização idiotizante do estrangeiro, de uma artificialidade televisiva e de uma musicalidade e oralidade que não lhes pertencem e muito menos lhes conferem senso de pertencimento, de identidade. Há muitas currutelas com patrimônio deteriorado, quase perdido. Há muitas pessoas que poderiam viver desta “muntuêra de coisaradas” que somente elas sabem fazer, contar e preparar para as futuras gerações.

Atrelar o fazer cultural à cidadania, de forma determinante, é uma maneira inteligente de estimular a evolução lúdica da sociedade, preparando o cidadão para uma fase mais interativa de nossa convivência. Além de fomentar outros setores importantes da economia.

É por isso que o desafio para os gestores municipais é grandioso e necessário. Construir redes de agentes culturais, promover a inclusão digital e dar suporte para que os artistas possam ter acesso a mídia para expressar idéias e movimentos, de forma livre e lucrativa é possível. É digno. Perceber a cultura como mãe do progresso é o começo de uma mudança, que o Ministro Gilberto Gil vem chamando de revolução silenciosa na engenharia de nossa indústria cultural.

* NIDES ALVES DE FREITAS Jornalista e gestor de cultura no ES e RJ

(Transcrito pelo Batistão) 



Escrito por Batistao às 00:22
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ESPIE O SITE DA UNIÃO POXOREENSE DE ESCRITORES:

http://planeta.terra.com.br/arte/poxoreu/poesia.html



Escrito por Batistao às 00:11
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Linhas Históricas de Poxoréo

Izaias Resplandes

“Linhas Históricas de Poxoréo: um olhar sobre o nascimento dos Distritos numa contribuição às escolas e à sociedade”. Esse é o título do livro que o Cientista Político Gaudêncio Filho Rosa de Amorim escreveu e que o Centro Universitário UNIVAG, de Várzea Grande, torna público para o conhecimento da sociedade mato-grossense, em solenidade que estará acontecendo na Biblioteca Silva Freire, na sede da UNIVAG, no próximo dia 16/05/2001, a partir das 20 horas. O trabalho foi orientado pela Ms. Elizabet Aguirre, da UNIVAG e o texto foi revisado pela Profª Luiza Patatas, da Escola Técnica Federal de Mato Grosso. Além disso, traz na capa um lindo trabalho do artista plástico italiano Renato Zanettin e fotos do David Carvalho Filho, Marinho Akioshi Kaba e Vandeir Iti Sato. São 172 páginas ilustradas de muita bravura, coragem e emoção.

(...) 

“Linhas Históricas de Poxoréo: um olhar sobre o nascimento dos Distritos numa contribuição às escolas e à sociedade” é um desses milagres que se tornam realidade. “Dedicado aos intrépidos pioneiros dos garimpos de Leste, especialmente dos garimpos de Poxoréo, bem como a todos os pioneiros anônimos que com a sua garra e labuta fizeram florescer os distritos do Município de Poxoréo”, o livro se propõe a ser um guia de informações sobre as subunidades administrativas de Poxoréo: Paraíso do Leste, Aparecida do Leste, Jarudore e Alto Coité. Traz breves e ricas notas sobre as pessoas que construíram os Distritos de Poxoréo e que até agora estavam no anonimato. É uma história do povo que pegou na enxada, na peneira, que fez os desmontes nos manchões e grupiaras e que foi o verdadeiro agente da construção de inúmeras cidades brasileiras. Não faz apenas os relatos dos acontecimentos históricos; conta, na verdade, o que cada um fez como personagem do referido acontecimento. Ele registra os detalhes que o povo lhe contou.

Para concluir essa breve apresentação, creio que o Prof. Gaudêncio, ao falar de sua obra, diria junto com o Câmara Cascudo: “Assim me contaram. Assim vos contei”. Ele tem certeza de que a sua obra “é uma linha da história, é uma história, mas não é toda a história”. Mas, é uma excelente história, nós acrescentamos.

Vale a pena conferir.

 

Izaias Resplandes de Sousa, é membro-fundador da UPE – União Poxorense de Escritores, Pedagogo, Gerente de Cidades e acadêmico de Direito.



Escrito por Batistao às 00:08
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Estrada MT-130 novamente em situação caótica


 

 

MT-130 EM SITUAÇÃO CAÓTICA

 

Motoristas de carros pequenos e, principalmente, caminhoneiros estão reclamando amargamente do lamentável estado da MT-130, rodovia que liga Rondonópolis a Poxoréo, a qual é uma sucessão de buracos e onde os acidentes voltaram a acontecer em larga escala.

De pista estreita, sem acostamento, invariavelmente para evitar os muitos buracos existentes, os carreteiros são obrigados a avançar perigosamente para o outro lado da pista, ocorrendo perigo de colisão.

O motorista de uma carreta, Josué Moreira, que reside em Coxim, e constantemente faz esse trajeto, disse que está pensando seriamente de não mais fazer frete que passe por essa estrada, pois há o perigo inclusive de perder toda a carga, quando não de acidente que o vitime, dado o estado precário da pista em ambos os sentidos.

Como já foi escrito em várias oportunidades, quando da realização em agosto da Expoprima, a Prefeitura de Primavera do Leste tem feito obras de recuperação, e o que aconteceu também no ano passado, mas as chuvas que têm caído daquele mês até agora a esburacou novamente.

A MT-130 se inicia em Rondonópolis e vai até a BR-070, passando por Poxoréo, servindo por extensão Primavera do Leste, sendo que também os moradores desta última cidade reclamam muito da buraqueira, pois muitos vêm à Rondonópolis constantemente, principalmente para fazer compras.

Uma rodovia por onde passa um trânsito pesado de centenas de carretas por dia e de grande importância no transporte da produção agrícola, a maioria dos motoristas entendem que essa estrada precisaria passar por uma grande reforma, com a ampliação de suas pistas e construção de acostamento, para proporcionar maior segurança.


Da JBTPress

http://www.midianews.com.br/noticias.php?codigo=196752&editoria=5

(Transcrito pelo Batistão)



Escrito por Batistao às 23:58
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19/02/2005 - 02h01 - Jornal A Tribuna 
Reação
Deputado cobra restauração da MT-130
 
 

O deputado estadual Hermínio J. Barreto (PL) criticou, durante pronunciamento na sessão de terça-feira (15) da Assembléia Legislativa, a situação em que se encontra a MT-130 (rodovia que liga Rondonópolis e Poxoréo e Primavera do Leste): completamente tomada por buracos. Na ocasião, ele aproveitou para cobrar do Governo do Estado uma solução urgente para o problema, com a imediata restauração da rodovia.

J. Barreto afirmou que já há um projeto técnico para a restauração da MT-130, havendo, inclusive, recursos orçamentários neste ano para o início das obras. O deputado frisou que a MT-130 é uma das principais vias de escoamento da produção agrícola de Mato Grosso. "A MT-130 é uma rodovia de produção, que traz produção. É uma rodovia importante para Mato Grosso", argumentou.

Conforme o deputado, uma rodovia da importância como essa não pode ficar com paliativos, recebendo operação tapa-buraco, já que, após alguns meses, os buracos voltam a atormentar os motoristas. "Com a chegada da Ferronorte a Rondonópolis daqui a três/quatro anos, a MT-130 será a principal artéria dessa ferrovia. Essa é uma rodovia que tem que ter um asfalto de qualidade técnica", adiantou o deputado.

J. Barreto também informou que, constantemente, tem recebido reclamações de caminhoneiros e de moradores de Primavera do Leste que se utilizam do comércio rondonopolitano sobre a quantidade de buracos presentes na MT-130. Além disso, ele observou que os buracos são um risco a mais para que motoristas se envolvam em acidentes.

As obras de restauração da rodovia, segundo o deputado, seriam tocadas com recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Além da restauração, o deputado acha importante que a rodovia receba, no mínimo, duas balanças e um posto da Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

Fonte: Márcio Sodré Da Reportagem

http://www.atribunamt.com.br/index.php?f=ver_noticia&id=15259

(Transcrito pelo batistao.poxoreo@uol.com.br)



Escrito por Batistao às 23:45
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Escola Agrícola da Doutora Edvirge Dassie

   

Foto da Escola Agrícola "Cidade dos Meninos" divulgada no site

www.agitosdacidade.com.br

 
 
        Acredito que o desenvolvimento sócio-econômico do Município de Poxoréo  passa, quase que  obrigatoriamente,  pela Escola Agrícola da Doutora Edvirge Dassie, que, juntamente com a Creche Lar Menino Jesus, atendem mais de 250 crianças e adolescente, com educação eficiente e de boa qualidade.
 
            Quem visita a fazenda da Escola Agrícola, na antiga Usina Velha, fica espantado com as construções que  por lá  se erguem. São diversas salas de aulas, laboratórios, refeitório, grande ginásio de esporte, entre outras estruturas construções,  destinadas à educação e ao ensino profissionalizante.
 
            Seria  bom  que essa  boa nova realidade, esse empreendimento sonhado e transformado em realidade pela doutora Edvirge,  chegasse ao conhecimento da população de Poxoréo, de todos os pais e mães, de todas moças e rapazes, de toda a juventude, de todas as crianças da nossa região: é para o benefício das crianças e jovens que a doutora Edvirge, com ajuda da comunidade européia e italiana, está construindo aquela escola agrícola!
 
            Seria de bom alvitre que houvesse maior colaboração das entidades públicas de Poxoréo e do Estado de Mato Grosso, notadamente dos governos municipal e estadual!
 
            A Câmara Municipal, por ser a "Casa do Povo", tem o dever de participar  ativamente na construção e desenvolvimento da Escola Agrícola, seja disponibilizando dotação orçamentária para que a Prefeitura de Poxoréo possa auxiliar na  manutenção e no custeio; seja divulgando as propostas de ensino através de vídeos em todas as escolas  da sede do município e  dos  distritos; seja solicitando aos políticos do Estado para que intermedeie junto ao Governo do Estado  recursos para aplicação naquela escola.
 
            Faça uma visita à Escola Agrícola da Doutora Edvirge para verificar essa nova e bonita realidade em nossa cidade!
 
            Veja com os próprios olhos o trabalho dessa santa  mulher que veio de longe para trabalhar pela nossa comunidade!                    
           
            Veja e reflita!
 
             Se todos quiserem Poxoréo será muito melhor.
 
(Batistão)


Escrito por Batistao às 00:45
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OPOSIÇÃO TENTA ANULAR NO TSE A POSSE DO PREFEITO TONHO

 

A Coligação Frente Social Trabalhista, através de seus dvogados, protocolou Agravo Regimental, protocolo 1316/2005, em  21/2/2005, tentando anular o julgamento do TSE que garantiu a diplomação e a posse  do prefeito de Poxoréo Antônio Rodrigues da Silva, o Tonho do Menino Velho (PMDB), e do  seu vice, José de Souza, realizada em 13/02/2005.

A decisão pela posse de Tonho foi dada pelo Tribunal Superior Eleitoral na última sexta-feira (11) pelo ministro Carlos Velloso. O prefeito e o vice haviam sido condenados por abuso de poder político por divulgarem matérias sobre as principais realizações da administração municipal pelo Tribunal Regional Eleitoral. Os candidatos alegaram que os informativos foram custeados por eles e pela coligação que os acolheu.

Na decisão que garantiu a posse de Tonho e Zé de Souza, o TSE entendeu que a "propaganda institucional é aquela que divulga ato, programa, obra, serviço e campanhas do governo ou órgão público, autorizada por agente público e paga pelos cofres públicos".

Tonho do Menino Velho foi eleito em 03 de outubro  de  2004  com  6.244 votos, o que corresponde a 56,78% dos eleitores,  derrotando  seu antigo vice e ex-prefeito Herculano Muniz.

Para maiores informações clique no link a seguir: http://www.tse.gov.br/servlet/br.gov.tse.servicos.processo.ServletProcesso?action=Completo&tribunal=tse&numero=25049&classe=RESPE

(Batistão)

 



Escrito por Batistao às 00:07
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COM SANDICE ME DISSE - LIVRO DE CONTOS, CRÔNICAS E POESIAS -
NIDES DE FREITAS, JORNALISTA NO RIO DE JANEIRO E VITÓRIA, É O AUTOR POXOREENSE MAIS VENDIDO NO SUDESTE BRASILEIRO!
 
Nides passou o carnaval em Poxoréo. Depois seguiu para Cuiabá, onde teve a oportunidade de conhecer monografias poxoreenses orientadas pelo professor Suelme Biela, e relembrar, atraves dos arquivos  do Batistão, fatos históricos de Poxoréo, relendo os jornais Correio de Poxoréo, A Voz de Poxoréo, A Gazeta dos Estudantes, Clarim da Amazônia, revistas Manchete de 1983 e a Payboy de 1991, com a selvagem índia Nalme, entre outras publicações sobre a NQP (Nossa Querida Poxoréo).
 
 Para adquiri  livro do Nides contate-o
pelo correio: nides@bol.com.br
 



Escrito por Batistao às 22:32
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   ATÉ QUANDO???

 
Divulgamos abaixo, reportagem do Jornal Nacional do dia 10/05/04.
 
Até quando uma cidade com a musicalidade de Poxoréo vai ficar sem uma bandinha para ensinar as crianças e adolescentes a arte da música???
 
Até quando as escolas de Poxoréo investirão em suas sofríveis e constrangedoras fanfarras, sem melodia  e música????? 
 
Batistão 
 
 
 
 
Música de Villa-Lobos dá esperança a crianças pobres de Belo Horizonte    



10/05/2004

Uma varetinha vira batuta na mão de Priscilla, que sonha... "Sonho com aquele tanto de músico e eu regendo uma orquestra", conta ela. O primeiro passo, Priscilla já deu: está aprendendo a tocar clarinete.

O estudante Denner Marlon das Mercês mostra aos vizinhos do beco o que já aprendeu no saxofone. "Você se sente mais leve, em um mundo de paz, em um mundo de harmonia. Eu amo o saxofone. Já faz parte da minha vida", diz ele.

Sessenta crianças fazem parte do mesmo projeto, o Cariúnas, que começou com as aulas da professora de música Tânia Cançado, em favelas de Belo Horizonte.

"As crianças estão apenas esperando algo que seja dado a elas, seja a música, a dança ou qualquer outra arte", garante Tânia Cançado.

Com ela, as crianças também aprenderam a usar outro instrumento: a voz. "Eu me sinto igual a um passarinho, voando e mostrando sua beleza, cantando", conta um menino. Cantando e se preparando para voar mais alto.

Depois de mais de cinco anos aprendendo, as crianças vão mostrar o que já sabem no mais tradicional teatro de Minas, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A dedicação à música abriu portas: eles agora ensaiam em uma sala de orquestra profissional.

Os arranjos de Heitor Villa-Lobos foram adaptados para a percussão. O gênio brasileiro usava temas do nosso folclore em composições eruditas.

"Essas canções fazem parte do guia prático que Villa-Lobos editou, recolhendo canções infantis, canções nossas tradicionais, escritas para coro infantil e piano", explica Fernando Rocha, coordenador de percussão da UFMG.

Brunelli veio do morro. Aquece a voz junto com Thaís, aluna de um colégio particular, que paga para fazer parte do coral. "Muitas pessoas que não têm condições de pagar uma coisa, têm um dom", sabe ela.

Um dom que não vê classe social e que sempre emociona. "Todo mundo é rico de alma, rico de música, rico de arte", acredita a professora.

Parte das crianças gravou um CD com repertório de Villa-Lobos. Mil e duzentas cópias serão distribuídas de graça para escolas de educação infantil.

 

(Batistão, pela transcrição)



Escrito por Batistao às 10:45
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      O grão de milho

"Não faz muito tempo, recebi do leitor João Rocha o seguinte texto:

Dois jovens caminhavam por uma estrada e encontraram um grão de milho. Um deles, olhando para o milho, comentou:

— Tive uma idéia! Com esse grão de milho podemos ficar ricos! Plantaremos o grão, nascerá um pé de milho e colheremos três espigas. Plantaremos as espigas, colheremos um pomar. Plantaremos o pomar, colheremos uma roça e daí em diante ganharemos muito dinheiro.

— Excelente! – respondeu o segundo – Agora precisamos decidir o que faremos com o dinheiro. Eu vou comprar um belo carro conversível e uma casa na praia, e você?

— Eu vou comprar uma caminhonete bem potente e um sítio. Só que tem uma coisa: não vou deixar você dirigir a minha caminhonete, você é muito desastrado, barbeiro e vai estragá-la...

— Tudo bem. Você também não vai passear no meu carro e muito menos dirigi-lo. Vou viajar e você não vai comigo...

Após algum tempo de planos, discussões e troca de insultos, passou uma galinha e comeu o grão de milho.

O grão de milho representa os nossos sonhos, as nossas oportunidades e a galinha representa o tempo. Pense nisso, tire suas próprias conclusões e semeie um ano cheio de oportunidades, atitudes e vitórias."

Raúl Candeloro
http://www.raulcandeloro.com.br

(Trascrito pelo Batistão)



Escrito por Batistao às 10:02
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 O Prefeito Tomou Posse, E Daí???

Pedro Pereira Borges

Fiquei feliz com a notícia de que, enfim, o problema da cassação do Prefeito de Poxoréo chegou ao fim. Por outro lado, olhando o nosso passado, filho de Poxoréo que sou, resta também aquela pergunta fatídica, que ressoa sem querer, bem lá no fundo da consciência:

e daí?

Outro dia, estive pensando no que está acontecendo em nossa cidade. A nossa população é ainda refém de um modelo político atrasado, que já está no sangue de todos. Basta ver a reação, quando se fala, por exemplo, em Primavera ou Rondonópolis. A maioria das pessoas com as quais entabulamos conversa diz que nossa cidade não tem futuro, que nossa cidade irá do que está para pior. Para dizer a verdade, essa é a marca do desânimo que vige nos lares de muita gente.

Faz tempo, quando a família dos Rocha ainda comandava a cidade, o prefeito Lindberg fez a seguinte apreciação: «é preciso mudar a cultura do nosso povo». O contexto no qual ele fazia essa afirmação era claro: naquela época, se não me engano no seu último mandato, Poxoréo estava passando de Capital do Diamante para Capital do Maracujá. Em certo sentido, Lindberg tinha razão, pois a mineração se esgotou e o Projeto Casulo, propulsor da plantação de Maracujá, logo começou o seu declínio.

Na verdade, é preciso mudar a cultura do nosso povo. Mas de que cultura nós estamos falando? Acredito que a maior contribuição que a população atual do Município de Poxoréo possa dar é a mudança da cultura, da mentalidade política. Em certo sentido, a eleição do Tonho do Menino Velho foi essa tentativa de mudança. Ela se revelou cheia de esperança desde o início, porque rompia com um ciclo de mais de cinqüenta anos de domínio da família Rocha. Por outro lado, a administração que veio continuou com os mesmos arcaísmos de sempre, sem aquele ato de mudança que poderia ser considerado revolucionário para as necessidades da cidade.

Por que isso aconteceu? Na verdade, o nosso povo ficou acanhado. Os nossos governos municipais e também os nobres edis precisam passar por uma reclicagem política eivada de esperança e modernidade. Caso contrário, a nossa cidade será uma Ouro Preto na vida, uma Mariana na vida, que foram florescentes em Minas, mas que depois só ficaram com a história. E mesmo como históricas, elas já sentem a podridão das paredes e das encostas dos morros. Parece que é a mesma coisa o que vai acontecer com Poxoréo, se por acaso não forem tomadas medidas que visem o desenvolvimento da cidade. A população e a classe política precisam olhar para horizontes mais promissores, perceber as necessidades de infra-estrutura na área de energia e transporte para se tornar chamariz de empresas que queiram investir em nossa cidade. Precisamos, em outras palavras, vencer o nosso acanhamento, a nossa timidez, para lançarmos o caminho do desenvolvimento.

Em vista disso, fiquei ao mesmo tempo alegre e triste com o final do processo de cassação do nosso prefeito. Alegre porque a ordem legal foi restabelecida. Triste porque falta a ele um projeto claro do que quer para a cidade. Em outras palavras: que projeto ele tem para o desenvolvimento da cidade?

Neste sentido, Poxoréo tem muito que aprender de suas duas filhas maiores: Rondonópolis e Primavera. É importante perder o viés do passado, para pensar grande em relação ao futuro, pois o presente reclama ação. Para isso, talvez seja necessário também arriscar. Na verdade, o ser humano é ser de risco e de aposta. Talvez o risco que precisamos correr seja aquele de se mudar todos os políticos que temos para colocar no seu lugar outros com competência e visão de futuro e num espaço de tempo bem reduzido. Ou seja: precisamos recomeçar a história de Poxoréo.

.

Pedro Pereira Borges

(Trasnscrito por Batistão)




Escrito por Batistao às 21:15
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Veja as últimas da colunista Fafá Moreno no site:

http://www.folhadeprimavera.com.br/fafa.html

 



Escrito por Batistao às 21:12
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TSE reforma sentença que cassou candidatos eleitos em Poxoreo

TSE reforma sentença que cassou candidatos eleitos em Poxoreo

          (Brasília/DF - 11/02)- O ministro Carlos Velloso reformou sentença do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso que cassou o registro de candidatura de Antônio Rodrigues da Silva (Tonho do Menino Velho) e José de Souza, eleitos prefeito e vice-prefeito de Poxoréo (MT).
           
           Candidato à reeleição, Tonho do Menino Velho e seu vice Jose de Souza foram condenados por abuso de poder político por divulgarem matérias sobre as principais realizações da administração municipal. Os candidatos alegaram que os informativos foram custeados por eles e pela coligação que os acolheu.
          
           Segundo o ministro Carlos Velloso, o acórdão regional, embora tenha reconhecido a ausência de recursos públicos, admitiu a existência de propaganda institucional. No entender do ministro Velloso, a jurisprudência do TSE é no sentido de que "propaganda institucional é aquela que divulga ato, programa, obra, serviço e campanhas do governo ou órgão público, autorizada por agente público e paga pelos cofres públicos".
          
           De acordo com o ministro, como os fatos delineados pelo acórdão regional não se enquadram em conduta vedada ao agente público, "não subsiste a aplicação da sanção prevista pelo art. 22, XIV, da LC nº 64/90, por ser pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de se aferir a potencialidade do suposto abuso para influir no resultado do pleito. Pelo exposto, dou provimento ao recurso especial (RITSE, art. 36, § 7º)." 

            Ao receber a notícia favoravel ao prefeito reeleito, os simpatizantes de Antonio Rodrigues da Silva realizaram carreata nas principais ruas de Poxoréo, festejando antecipadamente a posse  que acontecerá nos próximos dias.  

Para maiores informações sobre o julgamento do TSE clique no link a seguir: http://www.tse.gov.br/servlet/br.gov.tse.servicos.processo.ServletProcesso?action=Completo&tribunal=tse&numero=25049&classe=RESPE

        
          (Batistão, com assessoria da  ASCOM TSE )



Escrito por Batistao às 13:50
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UMA NOVA ELEIÇÃO EM POXORÉO

João Batista Araújo Barbosa
 
             A eleição municipal de 2004 ainda não foi concluída em vários municípios do Brasil onde, depois de julgados e publicados todos os recursos ajuizados no Tribunal Superior Eleitoral (decisão transitada em julgado), o número de votos nulos, computados em face de cassação de registro de candidaturas de prefeitos eleitos,  superou em mais de 50% o número de votos válidos. De acordo com o artigo 224 da Lei Eleitoral, essa situação obriga a realização de uma nova eleição, conforme informações divulgadas pelo TSE.
 
            Para o caso específico de Poxoréo, onde houve a cassação do registro da candidatura do prefeito reeleito Antonio Rodrigues da Silva, o Tonho do Menino Velho,  o recurso apresentado pelo prefeito cassado  está em tramitação no TRE-MT, com possibilidade de  ajuizamento de recurso ordinário no TSE.
 
            Caso a decisão do TRE-MT seja mantida pelo TSE, depois de julgados e publicados todos os recursos ajuizados no Tribunal Superior Eleitoral (decisão transitada em julgado), os votos computados ao candidato a prefeito Tonho do Menino Velho serão considerados nulos e, de  acordo com o artigo 224 da Lei Eleitoral, essa situação obriga a realização de uma nova eleição, em que todo o processo há de reabrir-se, desde a escolha dos candidatos em convenção, conforme jurisprudência do próprio TSE.                              

                                                           
           Assim, mantida a cassação do registro da candidatura do Tonho do Menino Velho, cabe ao Tribunal Regional Eleitoral convocar e marcar a data de nova eleição no município de Poxoréo, reabrindo todo o processo eleitoral, desde a escolha dos candidatos a prefeito em novas convenções partidárias.

 
         Com a possibilidade de um novo processo eleitoral abre-se a possibilidade de novas candidaturas que possa apresentar ao eleitorado como alternativa ao que  arquiteto Jean Luiz  Wstock definiu como "um processo  eleitoral de muito pouco entusiasmo, a não ser para os partidários fanáticos, pois ninguém gostou da escolha oferecida, comentava-se a boca miúda que não se sabia quem era pior, e esse foi o "motto" das conversas a respeito de uma escolha que compromete pelo menos 4 anos de nosso futuro".
 
         A lucidez do arquiteto  Jean Wstock  foi esplendida ao analisar a última campanha eleitoral em Poxoréo: " uma campanha extremamente rasteira, onde não apareceu nenhuma proposta de futuro, nenhum projeto de desenvolvimento, só o trivial eleitoralmente engolível ".
 
            Em caso de convocação de uma nova eleição em Poxoréo caberá aos líderes políticos o desprendimento e a responsabilidade da escolha nas novas convenções partidárias candidatos com um perfil trabalhador, empreendedor, preocupado com o desenvolvimento de NQPX (Nossa Querida Poxoréo de Wstock, poxoreense de livre escolha por adoção), com responsabilidade social e respeito aos princípios da ética e honestidade, e que possa, com a ajuda de Deus, realizar o que nosso povo precisa e deseja!
 
 
João Batista Araújo Barbosa
(Jornal 1ª Hora, 07/11/05)


Escrito por Batistao às 13:48
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É preciso melhorar a MT-130

JORNAL "A TRIBUNA"
18/01/2005 - 00h49
OPINIÃO DO LEITOR
É preciso melhorar a MT-130
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(*)

Estou morando no interior de São Paulo. Sempre volto a Poxoréo, porque meus parentes ainda moram lá, principalmente minha mãe.

Entre o Natal e o Ano Novo fui visitar os meus parentes. O trajeto entre Rondonópolis e Poxoréo, rodovia MT-130, foi feito com mais de 35% de tempo do que em outras épocas. A razão para tanto é o fato de que os buracos estão surgindo por toda a parte. E não são buraquinhos não. Por conta disso, podem ser encontrados carros quebrados, acidentes aqui e ali. A insegurança é total.

Sempre acompanhando os fatos de Mato Grosso, sei que se fala de uma revolução econômica do Estado. Sei também da importância da infra-estrutura para uma região, se quiser escoar seus produtos. E a MT-130 é um importante corredor de transporte de cargas, podendo-se de dizer que milhares de caminhões passam, pelo menos entre Primavera e Rondonópolis, por dia. No entanto, o asfalto que foi feito nela, nos idos de 92, já não suporta mais o peso, porque era um asfalto fraco. Hoje, na verdade, ele está apodrecido. O resultado é que ele já não suporta a carga que lhe é imposta, embora a balança colocada no entroncamento com a BR-070 pareça dizer o contrário.

Por conta disso, chamamos a atenção dos nossos governantes para necessidade de melhorar a rodovia MT-130, com asfalto novo e de longa duração. Não o asfalto político que está lá, para melhorar o escoamento e dar segurança à população. Chamamos a atenção da imprensa para tal fato. Quem sabe o governador, que agora quer colocar pedágio nas estradas, não sinta a necessidade de reconstruir a estrada.

(*) Pedro Pereira Borges é morador em São Paulo

Fonte:

http://www.atribunamt.com.br/index.php?c=colunas&f=ver_noticia_coluna&id=3176


Escrito por Batistao às 12:55
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/01/2005 - 01h31 JORNAL A TRIBUNA
MT-130
Estrada novamente em situação caótica
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Motoristas de carros pequenos e, principalmente, caminhoneiros estão reclamando amargamente do lamentável estado da MT-130, rodovia que liga Rondonópolis a Poxoréo, a qual é uma sucessão de buracos e onde os acidentes voltaram a acontecer em larga escala.

De pista estreita, sem acostamento, invariavelmente para evitar os muitos buracos existentes, os carreteiros são obrigados a avançar perigosamente para o outro lado da pista, ocorrendo perigo de colisão.

O motorista de uma carreta, Josué Moreira, que reside em Coxim, e constantemente faz esse trajeto, disse que está pensando seriamente de não mais fazer frete que passe por essa estrada, pois há o perigo inclusive de perder toda a carga, quando não de acidente que o vitime, dado o estado precário da pista em ambos os sentidos.

Como já foi escrito em várias oportunidades, quando da realização em agosto da Expoprima, a Prefeitura de Primavera do Leste tem feito obras de recuperação, e o que aconteceu também no ano passado, mas as chuvas que têm caído daquele mês até agora a esburacou novamente.

A MT-130 se inicia em Rondonópolis e vai até a BR-070, passando por Poxoréo, servindo por extensão Primavera do Leste, sendo que também os moradores desta última cidade reclamam muito da buraqueira, pois muitos vêm à Rondonópolis constantemente, principalmente para fazer compras.

Uma rodovia por onde passa um trânsito pesado de centenas de carretas por dia e de grande importância no transporte da produção agrícola, a maioria dos motoristas entendem que essa estrada precisaria passar por uma grande reforma, com a ampliação de suas pistas e construção de acostamento, para proporcionar maior segurança.

Fonte: JBTPress


Escrito por Batistao às 12:53
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Contas da Prefeitura de Poxoréo foram rejeitadas pelo TCE

Contas da Prefeitura de Poxoréo foram rejeitadas pelo TCE

Terça-feira, 21 de Dezembro de 2004

Em sessão extraordinária realizada na tarde desta quinta-feira, dia 16, o Pleno do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, sob a Presidência do corregedor-geral Júlio Campos, foi apreciado o balanço de 2003 da prefeitura de Poxoréo, de relatoria do conselheiro Valter Albano. Por unanimidade, as contas de Poxoréo foram rejeitadas pelo Tribunal Pleno, inclusive, com voto contrário do Ministério Público no TCE.

De acordo com o relator, as contas do município apresentaram diversas irregularidades, dentre as quais a não-aplicação dos índices previstos na saúde e na valorização do magistério, além de ausência de saldo para restos a pagar, ausência de controle de gastos e, em alguns casos, ausência de licitação.



Escrito por Batistao às 12:51
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Crime ambiental em Poxoréo

15/12/2004 - 00h55 - JORNAL A TRIBUNA
OPINIÃO DO LEITOR
Crime ambiental em Poxoréo - João Batista
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(*)

"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações" (Artigo 225 da Constituição Federal)

Em pleno período de reprodução natural dos peixes, piracema, a CEMAT volta a praticar crime ambiental em Poxoréo, com a abertura e fechamento indiscriminados das comportas da usina hidrelétrica PCH José Fragelli, a cada 15 dias, para manutenção, limpeza e lubrificação das turbinas, causando grande mortandade de peixes e danos a ictiofauna no rio Poxoréo, afluente do Rio Vermelho, na região sul de Mato Grosso.

O problema é antigo e foi motivo de uma reportagem em dezembro de 1990, quando um grupo de fiscais do Ibama esteve em Poxoréo para confirmar denúncias de ação predatória e matança de peixes na época.

No último final de semana a CEMAT, reiterando manutenção quinzenal, voltou a praticar crime ecológico previsto no artigo 54 da Lei 9.605/98, Lei dos Crimes Ambientais, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e o disposto no artigo 225 da Constituição Federal: abriu totalmente as comportas, liberando os efeitos degradantes das fitomassas e do assoreamento, provocando matança de peixes por asfixia, danos à ictiofauna, e prejuízos irreversíveis à piracema.

Para o vereador Nilton Alves Rodrigues, conhecido como Bisa, ao abrir totalmente as comportas da usina "é liberado um fluxo, parecendo uma lama, composto pela degradação das fitomassas e pelo assoreamento causando a mortandade imediata de toneladas de peixes de todas as espécies e tamanhos, em pleno período de piracema".

Após a manutenção de limpeza e lubrificação das turbinas a empresa fecha totalmente as comportas do reservatório, secando rio à jusante, matando por asfixia os peixes e alevinos que conseguiram escapar da lama degradante da fitomassas e assoreamento.

Além do problema da manobra das comportas para realização da manutenção, a empresa não instalou mecanismos de transposição de peixes, como escada ou elevador, na barragem do reservatório da PCH de Poxoréo, para possibilitar seqüência à reprodução natural de peixes de piracema, como dourado, pintado, pacu, jau, entre outros, prejudicando a piracema e a reprodução, levando a espécie à extinção naquele rio.

"A CEMAT acabou com os peixes do nosso rio: antes era normal pescar dourado, pacu, pintado e jaú grandes, com mais de 80 quilos", afirma o comerciante Armando Lico, ex-pescador.

Segundo Jane Maria de Souza Santos, assessora de meio ambiente da CEMAT, a empresa contratou estudo sobre a ictiofauna e hidrossedimentologia e que a manobra da comporta é necessária para o funcionamento da usina e que desconhece a existência de mortandade de peixes provocado pela CEMAT em Poxoréo, conforme carta 410, escrita em 24 de novembro, em resposta à denúncia do engenheiro eletricista João Batista Araújo Barbosa, subscritor desta.

(*) João Batista Araújo Barbosa é bacharel em engenharia elétrica e administração; acadêmico de Direito. e-mail: batistao.poxoreo@uol.com.br



Escrito por Batistao às 12:50
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Promotora arquiva processo contra professoras de Poxoréo

07/12/2004 - 08h38 - JORNAL A TRIBUNA
Festa de São João
Promotora arquiva processo contra professoras de Poxoréo
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O processo judicial contra três professoras de Poxoréo, motivado a partir da realização da alvorada da festa em homenagem a São João Batista, padroeiro do município, foi arquivado. A demanda teve origem com a notícia-crime apresentada pela promotora de Justiça de Poxoréo, Lais Glauce Antônio Ferlin, sob a alegação de perturbação do trabalho ou do sossego alheio, tendo como "vítima" a coletividade.

A decisão da promotora em arquivar o processo foi comunicada na semana passada, em audiência de instrução, com as professoras aposentadas Geralda Ferreira Araújo, Lina Martins e Clarice de Jesus Gonçalves, que respondiam à ação, já que foram as responsáveis pela organização da alvorada festiva, em junho deste ano. Lais Glauce achou por bem não oferecer denúncia contra as professoras devido à manifestação da sociedade poxoreense e por entender o caráter cultural do evento.

A festa de São João Batista, realizada em prol das obras sociais da Igreja Católica, é uma tradição repassada de pai para filho, desde 1930. A tradição se repete, ininterruptamente, nos últimos 74 anos, sempre contando com a alvorada ao amanhecer, que percorre as principais ruas da cidade, anunciando a festa em homenagem ao santo padroeiro de Poxoréo, fundada por nordestinos. A alvorada termina na Igreja Matriz São João Batista, onde os participantes são recebidos com um chá-com-bolo, antes da missa católica.

Conforme João Batista Araújo Barbosa, acadêmico de Direito e natural de Poxoréo, a comunidade poxoreense ficou satisfeita com a decisão da promotora nesse caso, bem como suas sugestões extrajudiciais visando melhorias para a tradicional festa de São João Batista. "Está certa a promotora de justiça em preocupar-se com a segurança e organização das festividades de São João e da alvorada; principalmente, quanto à participação de crianças desacompanhadas dos pais ou responsáveis e com os excessos de barulho que provocam a perturbação do sossego dos que não desejam participar dos eventos", informou o acadêmico à reportagem.

"Cabe aos representantes da Igreja S. João Batista implementar as pertinentes considerações e conselhos da promotora de Justiça quanto à necessidade de melhorar a alvorada de São João, em Poxoréo", enfatizou João Batista.

O professor Antonio Lélis, morador da cidade, sugere, por exemplo, a volta da bandinha musical ao evento, substituída pelo carro de som, por motivos econômicos. "O carro de som e a música mecânica não agradam a ninguém e prejudicam a tradição e a animação da alvorada", afirmou Lélis.

Fonte: Márcio Sodré Da Reportagem

http://www.atribunamt.com.br/index.php?f=ver_noticia&id=11803

Escrito por Batistao às 12:49
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Poxoréo: alvorada de São João resulta em processo contra professoras

19/11/2004 - 02h30 - JORNAL A TRIBUNA
OPINIÃO DO LEITOR
Poxoréo: alvorada de São João resulta m processo contra professoras - João Batista
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(*)

Três professoras aposentadas, Geralda Ferreira Araújo, Lina Martins e Clarice de Jesus Gonçalves foram intimadas para audiência de instrução, marcada para esta sexta-feira, dia 19 de novembro, no fórum da comarca de Poxoréo, para responder ao processo judicial movido pela senhora Promotora de Justiça sob a alegação de "perturbação do trabalho ou do sossego alheio", artigo 42, I e III da Lei de Contravenções Penais , Decreto-lei 3.688 de 1941, tendo como "vítima" a coletividade.

A origem do processo inusitado aconteceu na madrugada do dia 22 de junho de 2004, quando as professoras aposentadas foram responsáveis pela organização da alvorada festiva constante da programação da 74º Festa em Homenagem a São João Batista, padroeiro da cidade de Poxoréo, a mais antiga e tradicional festa da região sul do Estado de Mato Grosso.

Realizada em prol das obras sociais da Igreja Católica, a festa de São João Batista é um marco religioso e popular na cultura poxoreense. A tradição é repassada de pai para filho, desde 1930.

Ininterruptamente, nos últimos 74 anos, no período de 15 a 24 de junho, a população da cidade é acordada, logo ao amanhecer, com músicas, orações e foguetes, em festejada alvorada que percorre as principais ruas da cidade, anunciando a grande festa em homenagem ao santo padroeiro de Poxoréo, cidade fundada por nordestinos. A alvorada termina na Igreja Matriz São João Batista, por volta das seis horas da matina, e os participantes são recebidos com um farto chá-com-bolo, antes da sagrada missa católica.

A representante do Ministério Público, recém chegada à cidade, desconhecedora da cultura e dos costumes do local, ficou indignada com o barulho e apresentou notícia- crime na delegacia de Poxoréo contra as três professoras aposentadas responsáveis pela organização da alvorada do dia 22 de junho passado, sob a alegação de "perturbação do trabalho ou do sossego alheio", em que a suposta vítima, a própria coletividade poxoreense, aguarda e participa ativamente dos festejos em homenagem ao seu padroeiro católico.

A queixa-crime virou ação judicial e hoje, as professoras aposentadas Clarice, Geralda e Lina, deverão comparecer ao fórum de Poxoréo para responder a uma ação penal pelo inusitado crime de organização da alvorada festiva do dia 22 de junho de 2004.

Segundo o professor Antonio Lélis, vereador eleito, a população participou dos festejos de São João Batista e está solidária com as aposentadas e que os professores, estudantes e ex-alunos das professoras processadas farão vigília no fórum de Poxoréo nesta sexta-feira para protestar contra a absurda ação judicial iniciada pela Promotora de Justiça.

Essa ação judicial, além de confusa, absurda, é um desrespeito e um atentado à nossa cultura e ao costumes do nosso povo e, em respeito à verdadeira Justiça, não pode prosperar!

(*) João Batista Araújo Barbosa, poxoreense e acadêmico de Direito - E-mail batistao.poxoreo@uol.com.br



Escrito por Batistao às 12:47
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A vovó na janela

REVISTA VEJA

Ponto de vista: Claudio de Moura Castro
A vovó na janela

"Cada sociedade tem a educação que quer.
A nossa é péssima,
antes de tudo, porque
não fazemos
a nossa parte"

Em uma pesquisa internacional sobre aprendizado de leitura, os resultados da Coréia pareciam errados, pois eram excessivamente elevados. Despachou-se um emissário para visitar o país e checar a aplicação. Era isso mesmo. Mas, visitando uma escola, ele viu várias mulheres do lado de fora das janelas, espiando para dentro das salas de aula. Eram as avós dos alunos, vigiando os netos, para ver se estavam prestando atenção nas aulas.

Ilustração Ale Setti


A obsessão nacional que leva as avós às janelas é a principal razão para os bons resultados da educação em países com etnias chinesas. A qualidade do ensino é um fator de êxito, mas, antes de tudo, é uma conseqüência da importância fatal atribuída pelos orientais à educação.

Foi feito um estudo sobre níveis de stress de alunos, comparando americanos com japoneses. Verificou-se que os americanos com notas muito altas eram mais tensos, pois não são bem-vistos pelos colegas de escolas públicas. Já os estressados no Japão eram os estudantes com notas baixas, pela condenação dos pais e da sociedade.

Pesquisadores americanos foram observar o funcionamento das casas de imigrantes orientais. Verificou-se que os pais, ao voltar para casa, passam a comandar as operações escolares. A mesa da sala transforma-se em área de estudo, à qual todos se sentam, sob seu controle estrito. Os que sabem inglês tentam ajudar os filhos. Os outros – e os analfabetos – apenas vigiam. Os pais não se permitem o luxo de outras atividades e abrem mão da TV. No Japão, é comum as mães estudarem as matérias dos filhos, para que possam ajudá-los em suas tarefas de casa.

Fala-se do milagre educacional coreano. Mas fala-se pouco do esforço das famílias. Lá, como no Japão, os cursinhos preparatórios começam quase tão cedo quanto a escola. Os alunos mal saem da aula e têm de mergulhar no cursinho. O que gastam as famílias pagando professores particulares e cursinhos é o mesmo que gasta o governo para operar todo o sistema escolar público.

Esses exemplos lançam algumas luzes sobre o sucesso dos países do Leste Asiático em matéria de educação. Mostram que tudo começa com o desvelo da família e com sua crença inabalável de que a educação é o segredo do sucesso. Países como Coréia, Cingapura e Taiwan não gastam muito mais do que nós em educação. A diferença está no empenho da família, que turbina o esforço dos filhos e força o governo a fazer sua parte.

É curioso notar que os nipo-brasileiros são 0,5% da população de São Paulo. Mas ocupam 15% das vagas da USP. Não obstante, seus antepassados vieram para o Brasil praticamente analfabetos.

Muitos pais brasileiros de classe média achincalham nossa educação. Mas seu esforço e sacrifício pessoal tendem a ser ínfimos. Quantos deixam de ver TV para assegurar-se de que seus pimpolhos estão estudando? Quantos conversam freqüentemente com os filhos? As pesquisas mostram que tais gestos têm impacto enorme sobre o desempenho dos filhos. Se a família é a primeira linha de educação e apoio à escola, que lições estamos dando às famílias mais pobres?

O Ministério da Saúde da União Soviética reclamava contra o Ministério da Educação, pois julgava que o excesso de horas de estudo depois da escola e nos fins de semana estava comprometendo a saúde da juventude. Exatamente a mesma queixa foi feita na Suíça.

No Brasil, uma pesquisa recente em escolas particulares de bom nível mostrou que os alunos do último ano do ensino médio disseram dedicar apenas uma hora por dia aos estudos – além das aulas. Outra pesquisa indicou que os jovens assistem diariamente a quatro horas de TV. Esses são os alunos que dizem estar se preparando para vestibulares impossíveis.

Cada sociedade tem a educação que quer. A nossa é péssima, antes de tudo, porque aceitamos passivamente que assim seja, além de não fazer nossa parte em casa. Não podemos culpar as famílias pobres, mas e a indiferença da classe média? Está em boa hora para um exame de consciência. Estado, escola e professores têm sua dose de culpa. Mas não são os únicos merecendo puxões de orelha.

Claudio de Moura Castro é economista
(claudiodmc@attglobal.net)



Escrito por Batistao às 12:44
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Terra do diamante

A mais baiana das cidades mato-grossenses


Morro da Mesa, cartão-postal de Poxoréo
Da Redação
Poxoréo surgiu na esteira do garimpo de diamantes. Desde o final do século XIX, aventureiros procuravam lavras nas altas cabeceiras do rio São Lourenço. Mas, somente em 1924, foram encontradas as primeiras gemas que se tornariam atrativos para o povoamento da região.

Em 29 de junho de 1924, o primeiro diamante com alto valor comercial foi garimpado em Poxoréo. No calendário católico, aquele dia é consagrado a São Pedro. Daí, a vila que surgiu em torno do garimpo recebeu o nome desse santo do catolicismo.

Três anos depois do surgimento da vila de São Pedro, suas casas, que eram cobertas com folhas secas de babaçu, foram destruídas por um incêndio. Os moradores então se transferiram para um lugar distante cerca de 30 km, nas fraldas do Morro de Mesa - imponente elevação - e assim, efetivamente nasceu Poxoréo.

O povoamento do lugar foi regularizado em 1929, quando o governo destinou uma área de 3.595 hectares para o perímetro urbano visando ao surgimento da futura cidade. Imediatamente após a implantação da nova vila, seu nome foi mudado para Poxoréu, que é a variação da junção das palavras indígenas "Pô" - água, e "Cereu" - escura, que significa rio de água suja ou escura. Esse rio é o Poxoréo, que banha o perímetro urbano e onde a Rede Cemat opera a pequena central hidrelétrica José Fragelli que complementa a demanda de energia da cidade. Em 7 de julho de 1968, uma lei municipal alterou a denominação para Poxoréo.

Mais detalhes, clique no link abaixo.
 
 
(Revista RDM)


Escrito por Batistao às 12:42
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Cerimônias de iniciação em Poxoreo

JORNAL "A GAZETA", 10/10/04
 
Cerimônias de iniciação

Alfredo da Mota Menezes

Quase apanho quando digo que não gosto de música sertaneja. Como é que pode, dizem, uma pessoa que nasceu em Poxoréo, no interior brasileiro, renegar suas raízes? Se me dão chance tento explicar os motivos que me levaram para longe desse estilo de música. Uns acreditam, outros não. Vou rezar esse rosário por esta coluna hoje.

Acho que todos concordam que um ritmo musical entra na vida de uma pessoa por uma série de circunstâncias que o cerca ao longo dos anos. No meu caso não fui nunca "apresentado" à música sertaneja que antes chamava-se caipira.

A base populacional de Poxoréo era de nordestino. A música que dominava vinha daquela região. Luís Gonzaga era o rei. Xote, maxixe, baião comandavam a festa. Morava não muito longe do cabaré "Tudo Azul" e ouvia quase a noite inteira a zabumba tocando por lá.

Em minha casa, meu pai gostava de Vicente Celestino. De vez em quando ele metia os seus 78 rotações com o cantor de "O ébrio". Uma tia minha gostava de Silvinho e Anísio Silva, com canções chorosas, de um amor que foi não sei para onde, mas que não tinham nada de sertanejas.

Minha avó, mineira de Januária, de vez em quando cantarolava músicas como aquela que fala "encosta sua cabecinha no meu ombro e chora". Mas gostava ainda mais de músicas de antigos carnavais que cantava a toda hora e que, claro, não tinha nada que ver com as sertanejas também.

Lembro de um caso interessante, uma verdadeira cerimônia de iniciação quando eu ainda era adolescente. Uma noite, já passada a hora de ir para casa dormir, fui levado por Chico Dorilêo, Liberalino Pereira e Antônio Macaco, todos mais velhos mas ainda solteiros, ao quarto de um deles. Ter um quarto próprio em Poxoréo naquela época era até um luxo.

Lá havia uma pequena eletrola. Pegaram um LP recém-lançado e pediram que eu ouvisse com atenção. Ali, naquele momento, acabei de ser puxado para o grupo que gosta da chamada música popular brasileira. Colocaram o LP de Jamelão e direto na música "Exemplo", aquela que fala "deixe o sereno da noite molhar teus cabelos que eu quero enxugar, amor".

E lá estava eu ainda guri, junto aos mais velhos da "tribo", enlevado por aquele momento mágico e marcante. Se eles gostassem de outro ritmo, até mesmo sertanejo, eu talvez fosse influenciado naquela direção. O melhor era vê-los empolgados com o Jamelão e até cantando com ele. Fui tocado. Depois de tantos anos quero agradecer a pelo dois deles que ainda estão vivos por me influenciarem noutra direção.

Termino o antigo "ginásio" e vou estudar em Franca, no interior de São Paulo. Esta cidade tinha e ainda tem um padrão de vida e de renda per capita acima da média brasileira. No instituto que fui estudar estavam lá os filhos da elite local e a esquerda política. Era a década de 1960. Nem é preciso dizer que é um momento especial para a música brasileira e mundial.

A partir dali, aprofundado ainda mais na universidade, fui introduzido a Chico, Tom, Vinicius e tantos outros. Geraldo Vandré e os baianos, com roupagem nova, trouxeram de volta a música nordestina que eu ouvira na infância lá em Poxoréo. O casamento se consumava... Era também a época dos Beatles que, não só na música, revolucionam o mundo.

Mais tarde morei por vários anos em Nova Orleans. Terra do jazz, pertinho também das raízes do blues, da cajum e da soul music. Acabei de cair no lado que estou até hoje.

Por onde andei e fui influenciado nunca tive um contato maior com a música sertaneja. Os que gostam dela devem ter uma história pessoal dessa aproximação diferente do meu caso. E, pela circunstância de vida de cada um, talvez não gostem dos ritmos que eu gosto. Cada um na sua, como se dizia um tempo atrás.

Alfredo da Mota Menezes é articulista em A Gazeta. E-mail: pox@terra.com.br




Escrito por Batistao às 12:40
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Abajur de vaga-lumes

JORNAL A GAZETA
Edição 4495, de 04 de Janeiro de 2004
Abajur de vaga-lumes

Neurozito Figueiredo Barbosa

Foi lá na fazenda do amigo João José De Lamônica, em Poxoréo. Era dia de festa, e por ser apresentado como gente importante, passei a ser alvo de uma verdadeira enxurrada de causos. Um peão, da fazenda vizinha, começou com os disparates, falando de um tal cavalo-gente ou gente-cavalo, sei lá. A única coisa certa é que ele tem corpo de cavalo e cara de gente e sempre aparece por ali aterrorizando os notívagos, que se arriscam a ouvir as vozes de animais que se difundem por aquela paisagem impar, ou a olhar a lua, seja ela nova ou cheia, esteja ela crescendo ou minguando. O bicho aparece prá pessoa e depois de hipnotizá-la, assim como cobra faz com sapo, fica olhando prá sua cara e rindo, um sorriso de conquistador. Depois de algum tempo em que se dá por satisfeito, vai embora. Mas até hoje nunca atacou ninguém, garante o peão, que já viu a fera. Em seguida, veio um vaqueiro falando de outro monstro, tipo dragão, que habita os brejos onde estão as nascentes de um dos formadores do rio Coité, animal que já comeu muita gente por ali. Essa não foi uma história muito emocionante, e nem cheguei a arrepiar, acho que é porque a televisão vive mostrando monstros que habitam lagos e pântanos e comendo gente. Além do mais, segundo conhecimentos que tenho, esse seria o primeiro dragão a habitar brejos.

Pelo sim, pelo não, o fato é que ao ouvir aquelas estórias, que os contadores garantiam serem verdadeiras, a roda foi aumentando. Ao saber que eu labuto nas artes, um senhor veio se apresentar. Prazer, sou Manoel Magalhães Filho, seu criado, e já foi logo contando que lá em Mutuca, distrito de Araraquara, no estado de Sumpaulo, aconteceu uma coisa horrorosa. Um jovem rapaz, representante da família Brito, bastante pobre, se apaixonou por uma moça da família Carvalho, muito a contragosto dos ricos pais desta. Depois de inúmeros avisos e ameaças, sem que o rapaz se mostrasse sensibilizado, resolveram matá-lo. Foi uma execução bárbara, a sangue-frio, realizada em praça pública, para que ninguém que não tivesse dinheiro, ousasse olhar para aquela linda donzela. A população do vilarejo resolveu enterrar o rapaz ali mesmo no local do crime. Logo depois o assassino morreu, "acho que de doença de 7 dias", e foi enterrado ao lado da sua vítima. Como começou a sair sangue da sepultura do apaixonado, enquanto que no sepulcro do seu algoz, se instalou uma cobra, a população gritando "é milagre", construiu uma igreja no local. Até os dias de hoje, da graça de Nosso Senhor, a cobra não deixa ninguém chegar por perto. Três pessoas que ela pegou, morreram na hora, não deu nem tempo de ir para o hospital. Segundo Manoel, o sangue simboliza o bem, enquanto que a cobra representa o mal.

Foi aí que veio Edna, a mulher de João José, com a história do abajur. Ela era ainda mocinha, ali por seus dez, onze anos de idade, e por medo de dormir no escuro, saía com seus irmãos a catar vaga-lumes, colocando-os em uma garrafa. No quarto, a garrafa era colocada em cima de uma mala de madeira, esta que ficava em cima de um mocho. Garante Edna que nem abajur verdadeiro, desses comprados em lojas chiques, produz uma penumbra tão boa quanto o seu, com luz de vaga-lumes.

Não aceitando mais ser vítima daquele massacre, entrei no jogo. Contei que quando era pequeno, em Rosário Oeste, terra que não perde pra ninguém em termos de história de assombração e de mentira de caçador e de pescador, justiça seja feita, ali por meus dez, onze anos de idade, também tinha muito medo de dormir no escuro. Foi então que tive a idéia de pegar uma garrafa e deixá-la ao sol, colhendo energia. À noite o quarto ficava que era uma beleza, e abajur desses comprados em loja não chegava nem nos pés do meu, com luz solar. O negócio funcionava tão bem, que mesmo quando não fazia sol, ainda sobrava claridade para a noite.

Na hora, pensei estar contribuindo com o folclore regional, mas o mais importante é que saí da condição de ouvinte passivo, para a de sujeito ativo. Afinal, também sou filho de Deus, né não?

Neurozito Figueiredo Barbosa é músico e compositor. É também geógrafo, mestre em ecologia e professor da UFMT




Escrito por Batistao às 12:39
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Ponto de vista: Stephen Kanitz
O contrato de casamento

"Casamento é o compromisso de aprender
a resolver as brigas e as rusgas do dia-a-dia
de forma construtiva, o que muitos casais não
aprendem, e alguns nem tentam aprender"


Ilustração Ale Setti


Na semana passada comemorei trinta anos de casamento. Recebemos dezenas de congratulações de nossos amigos, alguns com o seguinte adendo assustador: "Coisa rara hoje em dia". De fato, 40% de meus amigos de infância já se separaram, e o filme ainda nem terminou. Pelo jeito, estamos nos esquecendo da essência do contrato de casamento, que é a promessa de amar o outro para sempre. Muitos casais no altar acreditam que estão prometendo amar um ao outro enquanto o casamento durar. Mas isso não é um contrato. Recentemente, vi um filme em que o mocinho terminava o namoro dizendo "vou sempre amar você", como se fosse um prêmio de consolação. Banalizamos a frase mais importante do casamento. Hoje, promete-se amar o cônjuge até o dia em que alguém mais interessante apareça. "Eu amarei você para sempre" deixou de ser uma promessa social e passou a ser simplesmente uma frase dita para enganar o outro. Contratos, inclusive os de casamento, são realizados justamente porque o futuro é incerto e imprevisível. Antigamente, os casamentos eram feitos aos 20 anos de idade, depois de uns três anos de namoro. A chance de você encontrar sua alma gêmea nesse curto período de pesquisa era de somente 10%, enquanto 90% das mulheres e homens de sua vida você iria conhecer provavelmente já depois de casado. Estatisticamente, o homem ou a mulher "ideal" para você aparecerá somente, de fato, depois do casamento, não antes. Isso significa que provavelmente seu "verdadeiro amor" estará no grupo que você ainda não conhece, e não no grupinho de cerca de noventa amigos da adolescência, do qual saiu seu par. E aí, o que fazer? Pedir divórcio, separar-se também dos filhos, só porque deu azar? O contrato de casamento foi feito para resolver justamente esse problema. Nunca temos na vida todas as informações necessárias para tomar as decisões corretas. As promessas e os contratos preenchem essa lacuna, preenchem essa incerteza, sem a qual ficaríamos todos paralisados à espera de mais informação. Quando você promete amar alguém para sempre, está prometendo o seguinte: "Eu sei que nós dois somos jovens e que vamos viver até os 80 anos de idade. Sei que fatalmente encontrarei centenas de mulheres mais bonitas e mais inteligentes que você ao longo de minha vida e que você encontrará dezenas de homens mais bonitos e mais inteligentes que eu. É justamente por isso que prometo amar você para sempre e abrir mão desde já dessas dezenas de oportunidades conjugais que surgirão em meu futuro. Não quero ficar morrendo de ciúme cada vez que você conversar com um homem sensual nem ficar preocupado com o futuro de nosso relacionamento. Nem você vai querer ficar preocupada cada vez que eu conversar com uma mulher provocante. Prometo amar você para sempre, para que possamos nos casar e viver em harmonia". Homens e mulheres que conheceram alguém "melhor" e acham agora que cometeram enorme erro quando se casaram com o atual cônjuge esqueceram a premissa básica e o espírito do contrato de casamento. O objetivo do casamento não é escolher o melhor par possível mundo afora, mas construir o melhor relacionamento possível com quem você prometeu amar para sempre. Um dia vocês terão filhos e ao colocá-los na cama dirão a mesma frase: que irão amá-los para sempre. Não conheço pais que pensam em trocar os filhos pelos filhos mais comportados do vizinho. Não conheço filho que aceite, de início, a separação dos pais e, quando estes se separam, não sonhe com a reconciliação da família. Nem conheço filho que queira trocar os pais por outros "melhores". Eles aprendem a conviver com os pais que têm. Casamento é o compromisso de aprender a resolver as brigas e as rusgas do dia-a-dia de forma construtiva, o que muitos casais não aprendem, e alguns nem tentam aprender. Obviamente, se sua esposa se transformou numa megera ou seu marido num monstro, ou se fizeram propaganda enganosa, a situação muda, e num próximo artigo falarei sobre esse assunto. Para aqueles que querem ter vantagem em tudo na vida, talvez a saída seja postergar o casamento até os 80 anos. Aí, você terá certeza de tudo

(Revista VEJA)



Escrito por Batistao às 12:38
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BAR HAVAÍ

BAR HAVAÍ
 
 
Vira e mexe um vereador declarava na Câmara Municipal que o Batistão só ficava nos butecos de Poxoréo.
 
Repetiram tantas vezes que já estou quase acreditando nessa verdade. E se estou acreditando, nada melhor que contar alguns causos acontecidos.
 
Pela minha memória, se a cervejinha não prejudicou, o bar mais antigo em atividade em Poxoréo é o Bar  Havaí,  localizado no início da  Rua Paraíba, em frente ao Diamante Clube. Se o Bar Havaí surgiu no final dos anos 60 ou no início dos anos 70 eu não me lembro bem.  
 
Aqui , abrindo  parêntese, fujo do causo para pedir desculpas ao amigo  edil Carlos Coutinho: se não me lembro é porque era muito pequeno na época:  não use a tribuna em vão para falar que o  diagnóstico é perda de memória por causa das cervejas tomadas!
 
 O que sei, e vou contar no causo, é que o Bar Havaí era coisa do senhor Genésio Xavier, o "Véio",  e Dona Vani, sua dedicada esposa. O casal tratava a todos com muita cordialidade, gentileza e amizade. Os  "estudantes", moçada que saia para as grandes cidades para estudar e voltava nas férias, ou nas festas,  gostavam de tirar sarro e fazer chacotas com o Véio. O Véio Genésio, que chamava todo mundo de "Véio", deve ser esse o motivo do apelido, de pouco estudo, mas boa matemática para apurar a dívida,  gostava duma prosa, e sempre que chegava um estudante de férias ele indagava:  "e aí Véio, já bacharelou??".
 
Bacharelar para simplicidade do senhor Genésio era concluir o curso ginasial, hoje oitava série do primeiro grau. Tinha gente que já freqüentava universidade, não entendia o significado que o Véio dava à pergunta, respondia, um pouco envergonhado, "não Veio, ainda estou estudante". Resposta que fazia o senhor Genésio aconselhar "é Véio, você tem idade para o científico, dedique um  pouco mais!", e servia logo a Bhrama.
 
Um dia chegou um novato que não gostou do questionamento do seu Genésio se havia bacharelado. Ao ser indagado, retrucou "Véio 99% do que o senhor fala é errado!". "Acuma?" respondeu O Véio butequeiro, não ouvindo direito.  Aí o novato detonou "100%. Cem por cento do que o senhor fala é errado!"
 
Era no Bar Havaí que se procurava a coragem para entrar nos carnavais do Diamante Clube. Se guri, adolescente, ia até o tambor de água e molhava a cabeça, esperava começar a segunda parte do baile e dirigia a portaria do Clube, com a maior cara de pau "eu já estava aí dentro, fui lá fora para dar uma voltinha". Se maior, já rapaz,  ia até o balcão, ou na segunda sala  do fundo, próximo ao fogão de lenha, sempre apagado, tentava pegar um "foguinho" para depois bailar no carnaval do Diamante.
 
O Homem lá de cima chamou o Véio.   A Viúva tia Vani não deixou a peteca cair. O Bar Havaí continua funcionando normalmente,  mantendo a tradicional alegria, o atendimento cordial e amigo, e a cervejinha mais gelada de Poxoréo, para a alegria dos "meninos de ouro".
 
Meninos de Ouros é o tratamento carinhoso que a dona Vani elogia aqueles que não perturbam o ambiente, pagam a conta direitinho, e freqüenta o bar coma mesma educação com que são recebidos.
 
No próximo causo: A disputa entre os freqüentadores da Toca da Onça com a Caverna do Leão. Batidinha versos Caipirinha.
 
 
 
 
 
 
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Escrito por Batistao às 12:37
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CAUSOS DO BATISTÃO
O CINEMA EM POXORÉO E A PROFESSORA JURACY MACEDO
 
 
        Juracy Macedo não é apenas e somente um nome de escola em Poxoréo.
 
         É muito mais que isso...  Para quem não sabe, vou contar o causo.
 
        A professora Juracy Macedo era branquinha e baixinha. Lecionava francês no Ginásio 7 de Setembro, onde hoje funciona a  Escola Coronel Julio Muller, e na Escola Normal Fernando Correia, hoje Padre César Albissete.  Morava na Rua Paraíba, próximo ao cinema...
 
       É, Poxoréo tinha um cinema, com duas maravilhosas  máquinas para passar filmes!
 
       Pelo que me lembro, era muito pequeno na época, foi a Dona Juracy Macedo quem  trouxe as máquinas e criou o cinema na década de 60.Chamava-se Cine Imperial, e  funcionava onde é o Dormitório Vanessa, na Rua Paraíba, esquina com a Rua Ceará, próximo ao Diamante Clube. (O  Clube  é história para outro Causo do Batistão!)
 
       Hoje muita gente não sabe o que é,  e, possivelmente até,  nunca viu ou assistiu a um  filme em cinema.
 
       Se você não sabe o que,   não se preocupe, pois vou explicar e você vai ver que é fácil saber o que é um cinema: o cinema é como uma tela de  televisão bem grande, possui quase 16 metros de largura por 3 metros de altura, e passa filmes. (A televisão chegou em Poxoréo em 1971, e eu não sabia o que era, aí a minha irmã Zetinha, que era sabida e viajada, já tinha ido em Cuiabá, Campo Grande e até em  "Sum Paulo",  tinha visto a tal de televisão e me ensinou: Batista, televisão é igual ao cinema... possui uma tela pequena, de  60 centímetros de largura e por 40 de altura, e não precisa pagar para assistir filmes e novelas...).
   
        O Cine Imperial, da professora Juracy Macedo, não conheci não!
 
       Fiquei sabendo que era muito bom: além de filmes, seu palco servia de teatro e veio muita gente boa para apresentar peças: até a Virginia Lane, atriz famosa da época esteve lá!.
 
        Muito tempo depois, isso lá pelos anos 70, o Cine Imperial mudou de dono, e foi parar nas mãos da família do Zé Alto, o futuro Rei do Gado, fazendeiro boa pinta e namorador. Virou Cine Roma. 
 
        Do Cine Roma lembro-me muito bem: da família do Zé Auto passou para o Almindo Pereira em sociedade com o Newton Pinto Lopes, e depois só do Almindo.
 
        Tinha filmes todos os dias, de segunda a domingo. 
 
        A alegria  do meu tempo de infância era aos domingos: aos domingos tinha matine às 15 horas e a gurizada estava liberada para  ir ao cinema! (E tinha mais, o primo Almindo, filho da tia Florzina, era sobrinho de minha mães, e "deixava" a gente entrar "de graça". Minha mãe falava:  podem  ir ao cinema que depois eu acerto com o Almindo!! Bom tempo aquele que tínhamos a minha mãe e o cinema do Almindo! ) Era também aos domingos, pela manhã, que o  Cine Roma transformava-se em auditório e em seu palco acontecia o Show de Calouros comandados pelo conjunto musical do  Marcos, cunhado do Dandão,  filho do  dentista prático seu Benjamin.
 
        Mais tarde, no final dos anos 70, início dos anos 80, mesmo com a concorrência da televisão e o início da decadência do cinema em Poxoréo, percebi a importância maior do Cine Roma, mesmo tendo que pagar ingresso para entrar no cinema do primo Almindo: era no escurinho do cinema que podíamos, escondendo o medo e  a vergonha, arrumar coragem e beijar a coleginha da escola, iniciar  um namoro!!
 
        A paquera começava antes, na Praça da  Liberdade, onde a moçada ficava dando voltas e mais voltas, no mínimo 15 voltas  de cada lado  e , quando encontrava alguém que dava certo, formando o par, o encontro era marcado no cinema... no CINE ROMA!
 
        Descobrir, então, que o cinema era um bom local para namorar e que ele deve ter proporcionado muitos namoros e  muitos casamentos em Poxoréo!
 
    Que o bom Deus tenha em sua guarda a  professora Juracy Macedo, que trouxe o cinema para Poxoréo!
 
    Em tempo: A professora Juracy Macedo morreu na década de 70, quando um botijão de gás explodiu em sua casa na Cohab Velha. Com a construção da Escola Estadual , em 1973, onde o meu  Ulisses Barbosa,  promotor e depois procurador de justiça,  trabalhou como servente de pedreiro e teve a primeira carteira de trabalho assinada,  próxima ao Hospital São João Batista,   escolheram o nome da professora de francês para batiza-lá: Escola Estadual de I Grau "Profª Juracy Macedo". A escola foi inaugurada em 1974, e eu estava lá,  estudando a 6ª série!
 
 
 
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Escrito por Batistao às 12:36
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Há Coisas Bonitas

Há Coisas Bonitas
na Vida
(Letícia Thompson)
 
Bonitas são as coisas vindas do interior, as palavras simples, sinceras e significativas. 
 
Bonito é o sorriso que vem de dentro, o brilho dos olhos.
 
Bonito é o dia de sol depois da noite chuvosa ou as noites enluaradas de verão  em que todos saem de casa.
 
Bonito é procurar estrelas no céu e dar de presente ao amigo, amiga, namorado.
 
Bonito é achar a poesia do vento das flores e das crianças.

Bonito é chorar quando se sentir vontade e deixar que as lágrimas rolem sem vergonha ou medo de crítica.

Bonito é gostar da vida e viver do sonho.

Bonito é ser realista sem ser cruel, é acreditar na beleza de todas as coisas.

Bonito é a gente continuar sendo gente em quaisquer situações.
 


Escrito por Batistao às 12:35
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ESCOLA AGRICOLA DE POXOREO

 



Escrito por Batistao às 12:35
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Ao meu professor de xadrez

Ao meu professor de xadrez

Ao meu professor de xadrez
 
Renato César de Paula foi o meu professor de xadrez. Eu o conheci no Centro Juvenil de Poxoréo, na década de 80. Ele era de um espírito esportista e de uma liderança encantadora. E não demorou para que nos tornássemos amigos de fé e destemidos aventureiros nas terras de seu avô, Bionor Feitosa, onde não faltava futebol, jogo de trívia, boas conversas, boas mangas e pescarias. É...a pesca foi um hobby de convivência que descobrimos juntos. Nada nos encantava tanto na cidade de Poxoréo quanto conhecer os seus rios mais piscosos e voltar pra casa com iguarias e histórias que jamais esquecemos. Quando dona Maria Socorro, sua mãe, lhe deu uma pequena tarrafa fizemos uma estréia fabulosa, pegando quase 5 quilos de lambari, nas proximidades do Rio Bororo. Depois, partimos para explorar os córregos do sítio de dona Alzira, onde os resultados nos transformava numas das crianças mais felizes de nossa geração. Crescemos juntos. Aprendemos muito, um com o outro, sobre a vida e seus desafios.
 
Quis o destino que as aventuras do viver me levasse para outros rios e desde o início dos anos noventa não pescamos mais. Sempre lembramos com saudades de nossas pescarias experiências. Certa feita, por exemplo, Renato era jogador do Cantareira e eu era goleiro do Ofertão, no memorável Troféu da Juventude. Quando não víamos os jogos um do outro, para comentar ou zoar, nos restava o relato da partida. E foi sob a empolgação hipnótica de sua narrativa de menino de Goioerê ( Paraná, onde nasceu)  que eu soube do primeiro gol que ele marcou, numa partida em que não vi, mas ficou maravilhosamente marcada em minha lembrança pela vivacidade narrativa do meu amigo atacante. Algumas das tardes mais alegres de minha vida foram vividas ali naquelas brincadeiras com Rogerinho, seu irmão, Kemil, Doma, Marcelo e nosso querido Renato.
 
Um dia, recém chegado de São Paulo, onde fora visitar os tios, Renato me ensinou aquilo que até hoje é o que mais prezo como dinâmica de convivência entre as pessoas. Ele me proporcinou uma aula de xadrez, sanando uma curiosidade que há muito tempo eu já nutria. Foi o máximo, porque além de todas as vantagens de uma boa pescaria, também partilhamos uma atividade que venho repetindo até hoje. Quero jogar para sempre em sua memória. Quando morei no Espírito Santo, Renato me visitou duas vezes e conheceu o local da Universidade Federal do ES onde eu tive o prazer de fundar o Clube Metropolitano de Xadrez. Durante sua visita fiz questão de dizer que toda aquela ação cultural e política que, posteriormente, organizou a Federação de Xadrez no Estado, foi um lance que ele iniciou. Renato, dizia que não, (que isso, Ocado! ), mas sempre tive uma profunda referência pelo meu amigo, como o meu primeiro professor de xadrez. Há poucos dias recebí um email dele me chamando de bolicheiro e sorrimos muito disso. Somente uma amizade tão verdadeira alcançaria este detalhe provocador de risos.
 
Acompanhei com entusiasmo diversos momentos de nosso crescimento. As namoradas, a noite, as festinhas nas casas das meninas, a primeira vez que dirigiu um carro, a faculdade, o primeiro emprego, as grandes descobertas, durante sua formidável atuação jurídica pública e também em algumas tristezas, estive junto e posso dizer que Renato é o que todo ser humano espera de um amigo: leal, risonho, inteligente, um grande companheiro. Digo que é, porque sua trágica morte não interrompe o encantamento que ele proporcionou àqueles que tiveram o prazer de desfrutar de sua convivência. Ele marcou positivamente o mundo. É muito difícil lembrar de tantas coisas de nossa amizade e resumir isso sem chorar muito. É uma dor sem igual perder um amigo tão cedo, tão assim...
 
Quero expressar meus pêsames a toda a família neste momento de dor tão profunda. Renato nos deixou no momento em que fazia uma das coisas que mais gostava: estar com a natureza, entre irmãos. Xamanicamente, que o Espírito da Mãe-Terra, do Povo das Águas, a Grande Nação das Estrelas e o Deus do Grande Mistério sejam seus condutores na Grande Estrada Vermelha, que começa com a morte física. E que os mistérios de sua partida, nos faça  perceber  o seu espírito presente em toda causa de justiça e em toda grande amizade. Obrigado, meu grande Renato, por tudo o que você nos ensina.
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro, 13 de junho de 2004
 
 
Nides Alves de Freitas
jornalista e bolicheiro
( como ele amigavelmente a mim se referiu, em seu último e-mail, há poucos dias )


Escrito por Batistao às 12:29
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Quando Poxoréo terá UmA BaNda de Música!

Quando Poxoréo terá UmA BaNda de Música!!!!??????? 
 
Uma Banda de Música com, pelo menos, três trompetes, dois trombones, um sax-tenor, dois saxes alto, um baixo tuba, além do bombo, o prato e o tarol....


Escrito por Batistao às 12:21
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POXOREO SUPERA A DECADÊNCIA - JORNAL DA BAND

POXOREO SUPERA A DECADÊNCIA - JORNAL DA BAND

Poxoréo 1

Poxoréo (a 210 km ao sul de Cuiabá), que na década de 80 detinha uma das maiores minas de diamantes do país, foi destaque em duas edições do "Jornal da Band" (dias 24 e 25/05/2004).


Poxoréo 2

A série de reportagens traça perfil socioeconômico, mostrando como Poxoréo conseguiu superar a decadência do garimpo para ser destaque hoje na agricultura, especialmente na produção de maracujá e cultura de arroz e algodão.


Poxoréo 3

Uma escola agrícola, mantida por ONGs italianas, forma técnicos que são empregados em Poxoréo.

 

Fonte: Jornal "A GAZETA", de 26/05/04 




Escrito por Batistao às 12:15
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Semente do amanhã

Semente do amanhã

"Ontem um menino que brincava me falou
Que hoje é semente do amanhã
para não ter medo que esse tempo vai passar
Não se desespere
Nem pare de sonhar
Nunca se entregue
Nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida
Fé no homem
Fé no que virá
Nós podemos tudo nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será"

                                      (Gonzaguinha)




Escrito por Batistao às 12:11
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Não estrague o seu dia

Não estrague o seu dia
 

A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas....
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá
realizar....
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará a ninguém....
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício
da sua própria felicidade....
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos
outros um só grama de simpatia por você...

Não estrague o seu dia....
Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e
reconstruindo sempre para o Infinito Bem.

CHICO XAVIER. (André Luiz)



Escrito por Batistao às 12:10
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      VIVA AS MULHERES!

      Não fosse pelo  microfone do repórter, poderia
se dizer  tratar-se de um filme bíblico. O sujeito
estava todo coberto de lama, junto com  mais 30 mil
iguais a ele, escavando a terra lá em Serra   Pelada.
O documentário era antigo, é claro, mas passou na
televisão  outro dia. E o mineirinho ali, ao ser
perguntado por que queria achar  ouro e ficar rico,
não pestanejou: "Pra cumemuié,  uai".
      Claro. Que outro  motivo ele teria? Só fiquei
na dúvida se era para conquistar a sua  mulher ou para
transar com qualquer mulher. Provavelmente a segunda
hipótese.
      O Cacá Rosset já tinha esta teoria há muitos
anos: tudo que o  homem faz, tudo, é com um único
objetivo: cumemuié. O cara faz  um esforço desgraçado
para ficar rico pra quê? O sujeito quer ficar famoso
pra quê? O indivíduo malha, faz exercícios pra quê?
Mulher! Pode  ser até a própria.
       Mas a verdade é que é a mulher o objetivo do
homem.
      O  pavão também é assim. Os animais são  assim.
Os bichos só pensam nisto. Já as bichas, pra  cumeomi.
      Fico imaginando aqueles ministros todos lá na
posse e um dizendo para o outro, enquanto posam para
fotografias: "Vai rolar  muita mulher aqui no pedaço".
O jogador quando faz o gol pensa a mesma coisa.
      O artista em close na  novela tem certeza.
Aquele candidato a prefeito naquela cidadezinha. Para
o que ele quer aquele pequeno  poder? As mulheres,
antigamente, ficavam trancadas dentro de casa e se
tratavam e ficavam bonitas apenas para os seus homens.
Aí começaram a  dar liberdade  pras danadas e deu no
que deu. O mundo ganhou vida, além da beleza, é
claro.Pode continuar a ler, minha querida, que as
barbaridades vão  parar por aqui. Pode parar de me
achar machista, machão ou coisa parecida. Tudo que eu
quis  dizer é que o homem vive em função de você.
      Vivem e pensam em você o dia inteiro, a vida
inteira. Se você, mulher,não existisse, o mundo não
teria ido pra frente. Homem algum iria fazer alguma
coisa  na  vida para impressionar outro  homem, para
conquistar um sujeito igual a ele, de  bigode e  tudo.
Um mundo só de homens seria o grande erro da criação.
Já dizia a velha frase que "atrás de todo homem bem-
sucedido  existe uma grande mulher". O dito está
envelhecido. Hoje  eu diria que "na frente de todo
homem bem-sucedido existe uma  grande  mulher".
      É você, mulher, quem impulsiona o mundo. É você
quem tem o poder,e não o homem. É você quem decide a
compra do  apartamento, a cor do carro, filme a ser
visto, o  local das férias. É mesmo para você que vai
o ouro extraído lá na lama. Bendita a hora em que você
saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na  frente de
todos os  homens. E, se você que está lendo isto aqui
for um homem, tente imaginar  a sua vida sem nenhuma
mulher. Aí na sua casa, onde  você trabalha, na rua,
nas  telenovelas. Só homens. Já pensou? Filmes só com
homens? Romance sem uma Capitu ou uma Madame  Bovary?
Um casamento sem noiva? Um mundo  sem cinturas e
saboneteiras? Um mundo sem sogras? Enfim, um mundo sem
metas.
      Tá certo o mineirinho de Serra Pelada. Todo o
ouro do mundo para as mulheres. E, aos homens, um
abraço.

      ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM
TANTO DE MULHERES !!!!


1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja
só xampu.

2- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o
lugarzinho certo em nosso ombro.

3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.

4- O jeito que têm de nos beijar e, de repente, fazer
o mundo ficar perfeito.

5- Como são encantadoras quando comem.

6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale
a pena.

7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja
fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.

8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans, camiseta
e rabo-de-cavalo.

 9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.

 10- Como ficam lindas quando discutem.

 11- O modo que têm de sempre encontrar a nossa mão.

 12- O brilho nos olhos quando sorriem.

 13- Ouvir a mensagem delas na secretária eletrônica
logo depois de uma briga horrível.

14- O jeito que têm de dizer "Não vamos brigar mais,
não..."

 15- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos
uma delicadeza.

 16- O modo de nos beijarem quando dizemos "eu te
amo".

 17- Pensando bem, só o modo de nos beijarem ja basta.

18- O modo que têm de se atirar em nossos braços
quando choram.

19- O jeito de pedir desculpas por terem chorado por
alguma bobagem.

20- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.

21- O modo com que pedem perdão quando o tapa dói
mesmo (embora jamais  admitamos que doeu).

22- O jeitinho de dizerem "estou com saudades".

 23- As saudades que sentimos delas.

24- A maneira que suas lágrimas têm de nos fazer
querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause
dor.

 Isto não é uma corrente, mas envie isso para todas as
mulheres da sua lista para que elas saibam o quanto
são especiais na vida de um homem,e para todos os
homens para que eles possam saber o quanto as mulheres
são importantes.

 Arnaldo Jabor



Escrito por Batistao às 12:09
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Vereador não é profissão

JOÃO BATISTA ARAUJO BARBOSA

           

             

             

A Câmara dos Deputados aprovou no último dia 12 de maio projeto de  emenda constitucional que  diminui o corte no número de vereadores decorrente de decisão do Supremo Tribunal Federal em abril passado. Pela decisão do STF   seriam reduzidas mais de 8.500 vagas de vereadores em todo o Brasil.  A Câmara dos Deputados desengavetou e aprovou um projeto antigo que regulamenta o limite de vereadores e minimiza  a redução , fixando o corte em apenas 5.000 vagas.

O corte aqui no Estado será de aproximadamente 150 vagas de vereadores e que o município de Cuiabá perderá 3 vagas, reduzindo de 21 para 19.


Palavras como reduzir, economizar, cortar, diminuir, encolher, enxugar, racionalizar, tão largamente empregadas na iniciativa privada e em uma parte do poder Executivo, parece que terão significado no Poder Legislativo municipal.


E, como todos sabem, ano que vem teremos eleições municipais para elegermos vereadores, prefeitos e vice-prefeitos.


É chegada a hora do eleitor verificar o que o vereador fez, os projetos legislativos que apresentou, se exerceu a tarefa de fiscalizar as contas do Poder Executivo municipal, se deu conta do recado em desempenhar as atividades constitucionais para as quais foi eleito.


É chegada a hora do eleitor voltar a ser importante, porque somente no exercício do voto, embora absurdamente obrigatório, é que somos iguais, não importando a classe social, o sexo, o credo, ou a raça: um título, um voto; um homem, um voto; uma mulher, um voto; um vereador, um voto; um prefeito, um voto; 

 Fará falta reduzir a quantidade de vereadores?


O presidente da UCMT, entidade de defesa de vereadores, custeadas com recursos públicos dos municípios, manifestando explicitamente o seu corporativismo, defendendo a classe de vereadores, acreditando que vereador é uma profissão, entende que sim. Que o corte de três vagas de vereadores fará muita falta para o povo cuiabano, e que diminuir 150 vagas de vereadores no Estado prejudicará toda a população a partir do ano que vem. 

 
Vereador que não trabalhou, não soube para o que foi eleito, não deu conta do recado, não cumpriu seu papel constitucional de legislador, e quer reeleição para continuar com o salário fácil do final do mês, sem esforço algum, agora  protesta contra a redução de vagas no Legislativo municipal, pois tem medo de perder a eleição em outubro próximo  e perder a mamata de ganhar sem trabalhar.


 O povo aprova a redução de vagas!

 O povo apóia a redução de gastos no legislativo municipal!


A propósito: vereador não é profissão!


João Batista Araújo Barbosa é acadêmico de Direito na UNIC

. Email: barbosa-jbab@uol.com.br



Escrito por Batistao às 12:08
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Um novo Poxoréo

Um novo Poxoréo

Alfredo da Mota Menezes

Estive em Poxoréo na festa de São João. Como filho dali, por longos anos tinha me acostumado com as constantes reclamações pela situação econômica e social do município. O garimpo morria e não havia alternativas de rendas e arrecadações.

Parece que começa a crescer um certo otimismo localmente. Conversei com muita gente e senti um algo diferente no ar depois de tanto tempo de falas negativas. Faço um resumo das conversas.

Parou de cair o número de habitantes do município. Hoje está em torno dos 20 mil. Me disse alguém que, até pouco tempo atrás, era muito fácil encontrar casa para alugar na cidade. Que agora ocorre o inverso. Que gente está chegando e, interessantemente, alguns filhos dali, que viviam em outros lugares, estão também retornando.

Um mais falou, de forma até sentida, que pessoas de fora só olham para a parte "velha" da cidade. Que esta representa um passado e que hoje, na parte alta urbana, surge uma outra cidade que mostra uma cara diferente. Acrescento que até a festa de São João mostra isso. Uma parte dela é no centro, onde vão famílias tradicionais. Mas tem uma outra, na parte nova da cidade, num lugar com o nome sugestivo de "Capela do Bugiu", onde se vê gente e comportamentos novos.

A arrecadação da prefeitura local está em R$ 950 mil por mês. Ela tem crescido a uma média de 20% ao ano. Gasta-se com funcionários menos de 50% daquele total. O ICMS subiu bastante devido ao crescimento das atividades econômicas no campo. E é este item que mais tem provocado entusiasmo nas pessoas dali.

Fala-se que em torno de 100 mil hectares de terras podem ser incorporadas à agricultura. Acreditava-se antes que as terras boas para uma agricultura extensiva tivessem ficado todas com Primavera do Leste. Hoje, descobre-se que não, que existem muitas terras dentro do município e estas começam a ser exploradas.

Numa estrada antiga, de 72 km, que liga Dom Aquino a Poxoréo, tem-se muitas terras que já começam a ser utilizadas para a agricultura. Vindo da BR-070, entrando para Poxoréo, no rumo do Distrito do Coité, há outra mancha de terra agricultável. Já se planta ali. Para o lado da estrada que vai para Rondonópolis também começa-se o plantio agrícola extensivo. Na direção de Guiratinga, em lugares que as famílias Ribeiro e Vilela têm grandes fazendas, também há um avanço da agricultura e da pecuária.

Somando tudo chega-se àquele número de hectares ali de cima. Com a expansão agrícola, a arrecadação municipal só pode aumentar e espera-se ser investida em fatores de interesse do município. O preço da terra tem subido rapidamente. Têm lugares que tiveram um incremento de perto de 300% nos últimos três anos. Este dado serve de termômetro para o que vem ocorrendo no campo.

Disseram-me também que deve ter umas 300 mil cabeças de gado no município. Um técnico da área disse que só no último ano e meio foram acrescentadas 65 mil novas cabeças ao rebanho local. Há uma tendência de crescimento enorme nesse setor. Até feira agropecuária já tem na cidade. Já foi realizada a segunda.

O que chama atenção, repito, é a euforia nova. Bem diferente de pouco tempo atrás. Acho que tudo isso está ocorrendo por dois motivos. Um, Poxoréo está entre as rodovias 070 e 364. É ligação entre elas até. Se dispõe de pedaços de terras para a agricultura, não tinha jeito de ficar de fora do boom econômico que vem ocorrendo em muitas regiões do Estado.

Dois, a mentalidade tinha que mudar, tinha que sair do garimpo, do sonho do bamburro ou da riqueza do dia para a noite, para o que está acontecendo. Tem uma pesquisa que mostra que os jovens dali já não pensam, em termos de futuro econômico, como seus pais pensavam. Acho que esse fator é uma das bases de quase toda transformação do momento.

Alfredo da Mota Menezes escreve em A Gazeta. E-mail: pox@terra.com.br




Escrito por Batistao às 12:07
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Mensagem da Criança

 

Mensagem do dia 10/02/2004

Mensagem da Criança

Dizes que sou o futuro,
Não me desampares no presente.
Dizes que sou a esperança da paz,
Não me induzas à guerra.
Dizes que sou a promessa do bem,
Não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz dos teus olhos,
Não me abandones ás trevas.
Não espero somente o teu pão,
Dá-me luz e entendimento.
Não desejo tão só a festa do teu carinho,
Suplico-te amor com que me eduques.
Não te rogo apenas brinquedos,
Peço-te bons exemplos e boas palavras.
Não sou simples ornamento de teu carinho,
Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus.
Ensina-me o trabalho e a humildade, o devotamento e o perdão.
Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo.
Corrija-me enquanto é tempo, ainda que eu sofra...
Ajude-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.

Meimei/ Psicografado por Chico Xavier



Escrito por Batistao às 12:00
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Artesanato em Poxoréo

Artesanato em Poxoréo
Situada no sul de Mato Grosso, a cidade de Poxoreo ficou conhecida pela extração de diamantes nos anos 70. Após a exaustão do garimpo, a cidade parou de crescer e procurou novas ocupações econômicas, como a pecuária e a fruticultura. Hoje, o artesanato também é uma dessas opções. A artesã Ruzulina Carvalho utiliza pedras e árvores para confeccionar os mais diversos bibelôs. Um de seus preferidos é a ema, segundo ela "um dos animais mais exuberantes dos cerrados".

http://maisvoce.globo.com/variedades.jsp?id=8572
 
PROGRAMA "MAIS VOCÊ", DA ANA MARIA BRAGA,
REDE GLOBO, 09/02/04
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Situada no sul de Mato Grosso, a cidade de Poxoreo ficou conhecida pela extração de diamantes nos anos 70. Após a exaustão do garimpo, a cidade parou de crescer e procurou novas ocupações econômicas, como a pecuária e a fruticultura. Hoje, o artesanato também é uma dessas opções. A artesã Ruzulina Carvalho utiliza pedras e árvores para confeccionar os mais diversos bibelôs. Um de seus preferidos é a ema, segundo ela "um dos animais mais exuberantes dos cerrados".
 
VEJA A REPORTAGEM NO SITE


Escrito por Batistao às 11:59
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AUDITORES FISCAIS Anterior | Índice | Próxima

Manifesto pede mais segurança

Servidores fizeram ontem um ato em homenagem a colegas assassinados e exigiram garantias nas fiscalizações

Evilázio Alves/DC
Fiscais da Delegacia Regional de Trabalho se vestiram de preto ontem em homenagem aos colegas assassinados no interior de Minas Gerais
ALECY ALVES
Da Reportagem

Auditores fiscais da Delegacia Regional do Trabalho de Mato Grosso (DRT-MT) fizeram um dia de paralisação ontem em protesto contra o assassinato de três fiscais e um motoristas da DRT-MG, ocorrido há cerca de 10 dias no município de Unaí, e por mais segurança para a fiscalização das atividades rurais no Estado.

Na nota de repúdio que distribuíram à comunidade, os auditores fizeram um alerta para a necessidade de providências especiais depois de classificarem Mato Grosso como uma das áreas de risco. O Estado, justifica o documento, caracteriza-se como um dos maiores focos de trabalho degradante e escravo, comparando-se ao Pará, o campeão nesse tipo de ocorrência.

De acordo com dados da DRT-MT, somente no ano passado mais de 600 trabalhadores precisaram da ajuda dos fiscais para se libertarem do trabalho degradante e escravo em Mato Grosso.

“Nós, auditores-fiscais do trabalho, enfrentamos uma rotina de fiscalização rural e não temos a correspondente segurança. Estamos desassistidos, à mercê da própria sorte”, destacou o manifesto assinado pelo presidente do Sindicato dos Auditores-Fiscais de Mato Grosso, Odilson das Neves Queiroz.

O coordenador do Grupo de Fiscalização Rural, Valdiney Antônio Arruda, denunciou que ameaças contra fiscais que atuam no campo acontecem com freqüência em Mato Grosso.

Há alguns anos, citou Valdiney Arruda, dois auditores foram agredidos durante a autuação de uma propriedade rural que mantinha trabalhadores em condições degradantes – alojamento sem as mínimas condições de moradia, higiene, saúde, segurança e recebendo uma alimentação inadequada.

Com um número de fiscais muito pequeno - apenas 37 para todo o estado dos quais 25 exercem atividades de fiscalização de campo (os demais fazem trabalhos internos de coordenação) -, a exposição ao risco acaba sendo ainda maior. Muitas vezes, contou Arruda, o fiscal tem apenas o motorista como companhia numa área de conflito, longe dos meios de comunicação e das unidades de segurança pública. “A situação é temerosa e percebemos que se agrava a cada dia porque os conflitos no campo estão se acirrando”, completou Arruda.

MANIFESTAÇÃO - Usando camiseta preta com a frase: “Luto por mais segurança”, os fiscais participaram de um culto ecumênico no saguão da sede da DRT-MT, na sua São Joaquim, no Porto. Além de servidores do órgão, participaram religiosos e representantes de entidades de defesa dos direitos humanos.

Junto ao painel que exibia as fotos dos três fiscais e do motorista assassinados (João Bastista Soares, Erastones de Almeida Gonçalves, Nelson José da Silva e o motorista Ailton Ferreira de Oliveira), os servidores rezaram e pediram mais segurança. O pastor Teobaldo Witter, presidente do Centro de Direitos Humanos Henrique Trindade, conclamou-os à paz pedindo para que os fiscais não se acomodem com a violência. Nas citações bíblicas, Witter disse: ”felizes são os que têm cede de justiça porque serão saciados e aqueles que promovem a paz são chamados filhos de Deus”.

O padre jesuíta Roberto Possi, presidente do Centro Bounier de Fé e Justiça, fez uma corrente de oração citando os nomes dos fiscais mortos.




Escrito por Batistao às 11:59
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Assim é a política

Assim é a política

FREI BETTO

(Artigo publicado no jornal "Folha de S.Paulo, 03/02/04)


Assim é a política : horizontes de sonhos para os quais se caminha sob o peso das bolas de ferro presas ao tornozelo. Não há rotas lineares; todas são labirínticas, acidentadas. Em cada curva, uma surpresa, obrigando o viajante a mudar de ritmo e refazer seu mapa. Nas costas, a sacola atulhada de vaidades intransponíveis, maledicências, frituras e bajulações desmedidas.
Nela se ingressa sem passar pela prova da competência nem se exige atestado de integridade moral e, no caldeirão dos eleitos, misturam-se honestos e safados, probos e corruptos. Financiada pelo contribuinte, a política administra recursos que bem podem ser canalizados para favorecer os direitos da maioria ou desviados para engordar contas escusas, atividades ilegais, caixas de campanhas ou mordomias injustificáveis. Ladrões da bolsa pública não costumam arrombar o cofre da legislação. Conhecem o seu segredo e, assim, julgam-se inocentes por enfiarem a mão na brecha percebida entre o emaranhado de leis.



[Na política,] o vidente de ontem pode aparecer, hoje, como um cego desprovido de tato



Assim é a política: discursa enfatizando o interesse público, mas o orador tende a pensar primeiro em seu alpinismo rumo ao cume do poder. Como a escalada é longa, difícil e perigosa, ele aprende a fazer concessões, abrir mão de princípios, enveredar-se por atalhos suspeitos, reinterpretar suas antigas convicções, desde que não retroceda.
A política não é um campo aberto no qual o sol destaca frutos e flores. É um cipoal sobre um pântano. Qualquer passo em falso, a queda pode ser fatal. Nem é a política o reino maniqueísta do claro e do escuro, certo e errado, bom e mau. Tudo se mescla, as cores se misturam, as posições são flexíveis; as opiniões, elásticas. O que é hoje pode não ser amanhã. O que se diz agora não é necessariamente o que se fará depois. O vidente de ontem pode aparecer, hoje, como um cego desprovido de tato.
Assim é a política: uma dança em que cada bailarino escuta um ritmo diferente. Uma orquestra em que cada instrumento toca uma música distinta. Um coro em que cada cantor entoa segundo sua própria conveniência.
A política é o resultado da sociedade que a produz e, em seu espelho, reflete todas as contradições. E ainda que as estruturas sociais fossem justas, a política continuaria a ser o efeito dos defeitos do coração e dos desvarios da razão -que não são poucos, enquanto o ser humano não for capaz de reinventar a si mesmo.
Assim é a política: entre tanto esterco, um diamante lapidado, um administrador eticamente ousado, um parlamentar que perde o mandato, mas não a moral. Mas nela também há lugar para o jogo de cena, a mentira deslavada e as lágrimas de crocodilo. A política é uma senhora sisuda que se julga bela e sedutora, acima de qualquer juízo. Irrita-se quando a criticam. Odeia cobranças. Mas mendiga, em cada esquina, reconhecimento e elogios. Alimenta-se da mesma ração de Narciso.
Assim é a política: uma igreja em que todos se julgam com vocação para papa; uma seita em que todos se acham profetas; um púlpito em que todos proferem vaticínios. Mas onde as palavras tardam em se transformar em atos, e as idéias e projetos, em realizações. São freqüentes, entretanto, as acusações de heresia, as excomunhões, as reincidências no pecado. E como os degraus da conveniência, rumo ao ápice do poder, são mais lapidados que as escarpas dos princípios, não são raros os arrependimentos, a volta à grei, o exorcismo de antigos propósitos.
Assim é a política: contraria as leis da física, pois nela dois corpos ocupam o mesmo espaço, e o quente é frio e o frio é quente. E também da geometria, pois duas paralelas se encontram bem antes do infinito. O que hoje atrai, amanhã repele; o que agora aproxima, depois distancia. E toda vez que o sol sobe, as estrelas vão atrás. Insaciadas com o brilho próprio, procuram, como a lua, também refletir o dele.
A política é, apesar de tudo, o único remédio contra os males da coletividade. Ainda não se inventou nenhuma ferramenta que, como ela, é capaz de fazer da riqueza de uns poucos a pobreza de muitos ou, ao contrário, da felicidade de muitos, o aborto da ambição de poucos.
Sabe-se que, entre os regimes políticos, a democracia é o mal menor. Será o bem maior quando deixar de ser representativa para se tornar participativa. E os três Poderes, despidos de suas vaidades, viverem em harmoniosa comunhão com o povo. Então ela gerará a única filha legítima que merece o útero fecundado pela vontade popular: a vida, e vida para todos, em plenitude, como enfatizou Jesus -que, aliás, foi vítima da política bastarda, essa que ainda predomina em nossos tempos.


Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, 59, frade dominicano, escritor, é assessor especial da Presidência da República. É autor, em parceria com Domenico de Masi e José Ernesto Bologna, de "Diálogos Criativos" (DeLeitura), entre outros livros.


Escrito por Batistao às 11:58
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Bororos iniciam luta por reserva

Bororos iniciam luta por reserva

Eles querem retomar a área Jarudore, que sofreu processo de ocupação nos últimos 20 anos


ARQUIVO
Os índios bororos temem que a área, localizada próxima do município de Poxoréu, seja ocupada por terenas

JOANICE PIERINI LOUREIRO
Da Reportagem

Índios bororos da reserva Merure, no sul do Estado, iniciam esta semana um movimento para retomada da reserva de Jarudore, que foi ocupada e está loteada por proprietários rurais desde a década de 80. O cacique bororo José Luiz Kiaruware, o principal representante da etnia que mora em Cuiabá, viaja hoje a Rondonópolis para reunir-se com índios da aldeia do Garça.

“Nós queremos nosso território de volta e vamos fazer o que for necessário para isso”, diz Kiaruware. Segundo ele, há 20 anos o povo bororo aguarda por definições quanto à área, sem nunca ter obtido respostas concretas. Nos últimos dias, segundo Kiaruware, surgiram informações de que os índios terenas – que estão acampados às margens da BR 364, em Rondonópolis – também estão interessados na área.

A reserva Jarudore, com 4.706 hectares, está localizada a cerca de 50 quilômetros de Poxoréu. O território foi demarcado pela União para os bororos em 1945, através do decreto federal 684. Dentro da reserva estão morros considerados sagrados pelos bororos, como o Nabureri (Arara Vermelha), Paikujacuri (Bugiu Vermelho) e Meari (Cutia).

As primeiras demarcações de Jarudore, na verdade, foram feitas por Marechal Cândido Rondon, e destinavam mais de 100 mil hectares aos bororos. A maior parte deste território, no entanto, foi destinada ao projeto Colônia Agrícola do Leste, encabeçado pelo presidente Getúlio Vargas. Já na década de 60, começaram as primeiras ocupações de proprietários rurais às terras indígenas, até que os bororo ficaram ilhados. O cacique José Luiz Kiaruware foi o último a deixar a reserva, em 1981.

Estimativas de entidades não governamentais indicam que na década de 60 eram 300 os bororos de Jarudore. A maior parte deles foi para Meruri. O cacique José Luiz Kiaruware mudou-se para Cuiabá, e vive hoje no Coxipó, onde prepara e vende ervas medicinais. Kiaruware é bisneto do Capitão Henrique, último cacique que Jarudore teve oficialmente.

Uma equipe de reportagem do Diário esteve em Jarudore, em dezembro de 1998. Dentro da reserva formou-se um vilarejo, que já possui rua asfaltada, escolas estaduais, postos telefônicos. A reserva já tem também uma zona eleitoral

( JORNAL DIARIO DE CUIABA 17/11/2000)



Escrito por Batistao às 11:57
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A dança dos jovens em Poxoréo

A dança dos jovens em Poxoréo

Onofre Ribeiro

Gostaria de puxar duas conversas neste artigo.

A primeira, a questão das desigualdades regionais vistas do ângulo de uma das regiões desiguais do Mato Grosso atual. A segunda, uma atitude cultural que já demonstra que a desigualdade cultural que marcou esses últimos anos entre migrantes e mato-grossenses já se encaminha para uma síntese.

O caso do médio norte vem de uma desigualdade provocada pelo esgotamento da mineração de diamantes. Nortelândia, Arenápolis e Alto Paraguai são as cidades que mais sofreram com o fim da mineração, a partir do começo da década de 1990.

Nesses anos desde então, essas cidades entraram em franca decadência econômica e perderam significativa parcela de sua população, principalmente os jovens. Mesmo eles não tiveram ganho porque vieram morar nas periferias de Cuiabá sem destino certo. Mas a questão que registro é que em conversas recentes com prefeitos da região, pude perceber que há uma forte motivação para recuperação da auto-estima e uma busca legítima por um futuro sintonizado com os novos tempos. Isso pode não parecer muito, mas quando se viu o que se viu nesses dez últimos anos, dá para perceber que é uma importante atitude de mudança.

Imagino que num futuro muito próximo, façam o mesmo os municípios degradados com o fim dos garimpos, como os do médio norte e outros históricos como Poxoréo, Guiratinga, Tesouro, Ponte Branca, Araguainha, Barra do Garças, e recentes como Peixoto de Azevedo, Matupá, Alta Floresta, Paranaíta, Apiacás, Pontes e Lacerda e mais um ou outro.

O registro importante é percepção de que é necessária uma mudança de atitude para sair do marasmo econômico e salvar a história registrada nesses municípios que já fizeram a referência em Mato Grosso.

A segunda questão é assemelhada. Há algum tempo fiz uma palestra sobre cultura mato-grossense para alunos da universidade Unicen, em Primavera do Leste. A cidade fica a 50 quilômetros de Poxoréo, que já foi a referência econômica, política e cultural do sul mato-grossense. Também perdeu espaço com o fim dos garimpos de diamante, e Primavera do Leste ocupou esse espaço nos últimos 12 anos.

No começo, houve rejeição mútua. Mas o que me pareceu profundamente relevante foi a informação de que os jovens de Primavera do Leste vão a Poxoréo nos fins de semana para dançarem nos bailes, festas e baladas locais. Disse uma professora da Unicen: "os jovens vão lá pra dançar porque além de dançarem mais livres, eles dançam com o corpo. Os gaúchos só dançam com as pernas". Achei muito engraçado e registrei a informação.

Nesta terça-feira encontrei-me em Cuiabá com uma professora nascida em Poxoréo que não só me confirmou a estória das festas de fim de semana, como também disse que a relação entre os jovens das duas cidades é maior do que isso, e está crescendo. A questão cultural consolidada em Poxoréo e ainda em fase de construção em Primavera do Leste faz diferença para os jovens.

Trouxe esta questão porque pareceu-me importante registrar que, ao contrário do que parece e do que às vezes alimentam os adultos, a juventude não enxerga barreiras sociais como empecilho para a vida. É um ótimo sinal, já que Mato Grosso tornou-se essencialmente um Estado de migrantes.

Onofre Ribeiro é jornalista em Cuiabá. -- www.onofreribeiro.com.br




Escrito por Batistao às 11:55
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POXOREO OU IRAQUE

Terça-Feira 20 de Janeiro de 2004.  21:52 h.
Poxoréo ou Iraque
.

Fiquei sabendo do lamentável episódio ocorrido em Poxoréo no último dia 17 de janeiro, quando militares do Batalhão de Polícia de Primavera do Leste, armados até os dentes, com fuzis e metralhadoras, em uma operação truculenta, prepotente, arbitrária e excessiva, detiveram mais de 30 pessoas que não portavam documentos de identidade e humilharam outras tantas, violando descaradamente as garantias constitucionais inscritas no artigo 5º da Constituição Federal, notadamente o direito à liberdade, o direito de ir e vir e à presunção da inocência, extrapolando em muito sua competência de policiamento ostensivo e de preservação da ordem pública, gizada no artigo 144, parágrafo 5º, da Carta Magna.

A operação parecia coisa americana em guerra no Iraque, porem foi realizada em Poxoréo, por militares de Primavera do Leste.

O comando da Polícia Militar de Primavera do Leste acionou a reportagem de uma televisão daquela cidade e chegou a Poxoréo por volta das 20:30 horas, da noite de 17 de janeiro passado. Após algumas horas, saiu em direção às principais lanchonetes e praças da cidade de Poxoréo revistando, com truculência, prepotência e falta de educação, todas as pessoas que encontravam pela frente, indistintamente, tratando a todos como suspeitos ou bandidos, e só depois solicitava o documento de identidade.

"Todos são iguais" dizia o comandante da operação, quando questionado pelos excessos.

Todos são suspeitos ou bandidos é a melhor tradução e explicação para o "todos são iguais ", alardeado pelos militares , quando algum cidadão tinha a coragem de protestar. Foi o que ocorreu com o senhor Gerson Oliveira, quando se identificou dizendo ser o tabelião do cartório da cidade. Os documentos do tabelião estavam na sua caminhonete, estacionada próximo à lanchonete, e recebeu o sonoro "todos são iguais", sendo revistado e humilhado truculentamente pelo comandante da operação. Procedimento igual recebeu o policial civil João Bortoloti, quando chegou à delegacia para assumir o turno da noite: os militares apontaram o fuzil e metralhadora e o revistou, ignorando seus protestos de que era agente da Polícia Judiciária.

Os detidos foram levados para a delegacia de Polícia Judiciária, porém o delegado não sabia da operação, conforme comentário na cidade. Alguns pais procuraram a delegacia, levando os documentos de identidade dos filhos, mas o comandante da Polícia Militar não quis recebê-los. Os soldados, grosseiramente, informavam que os detidos eram infratores e que os pais deveriam voltar para suas casas e retornar no dia seguinte. O comentário geral no dia seguinte é de que diversos menores detidos foram torturados, alguns foram obrigados a tirar a roupa, receberam palmadas e foram humilhados desnecessariamente pelos militares.

Evidentemente que é preocupante a questão da segurança pública em Poxoréo. Comentam na cidade que existem mais de cinco bocas-de-fumo, que é grande o uso de drogas e que é comum briga nos bares da periferia, mais isso não justifica o humilhante "todos são iguais", ou o "todos são suspeitos ou bandidos", instituído pelo batalhão da Polícia Militar de Primavera do Leste, em um claro e evidente desrespeito ao princípio constitucional da presunção da inocência, e que ninguém será detido, salvo em flagrante, quando praticando um crime, ou mediante autorização judicial, respeitando as garantias constitucionais do artigo 5º da Carta Magna Nacional.

São necessárias medidas de prevenção, de preservação da ordem e repressão à pratica do crime em Poxoréo. Cabe ao Estado, e as autoridades constituídas do município, a manutenção e garantia da ordem e segurança pública, inibindo as práticas ilícitas, sejam elas praticadas por civis ou militares.

O rodízio de alguns policiais militares da região seria um bom começo.

João Batista Barbosa é estudante de Direito




Escrito por Batistao às 11:53
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DONA LINDAURA

DONA LINDAURA
Faleceu no dia 23 de julho de 2003, aos 92 anos, a senhora Lindaura Alves Barbosa, uma das mais antigas moradoras de Poxoréo.

Dona Lindaura nasceu em Ibitiara, Bahia, em 19 de maio de 1911. Chegou em Poxoréo em 18 de junho de 1932, juntamente com seu esposo, o finado João Francisco da Silva, o "João Paracampo", e diversos filhos; era irmã dos senhores Anísio e José Moraes Barbosa; mãe da senhora Dalvinha Vieira, Flaviano, Zé Rosa, Arquimedes, Zé Caindo, e muitos outros filhos.

Dona Lindaura teve 22 filhos, entre os quais duas crianças siameses, nascidas sem vida na década de 50, com parto realizado pelo médico e escritor Luiz Sabóia. Dos 22 filhos, sobreviveram 12.

Da Bahia, fugindo da seca, saiu em 08 de junho de 1932, grávida. Veio à pé, juntamente com os pais João Francisco Barbosa e Silvina Alves Barbosa, o esposo João Paracampo, filhos e irmãos, entre os quais o finado Quidinho, Moraes, Anísio e outros. Na comitiva de retirantes do sertão baiano estava as famílias Cândido e Rodrigues, e pessoal dos "Abelhas". No Estado de Goiás, Lindaura teve um filho e a família parou para plantar roça para obter alimentos a fim de seguir a caminhada. De lá, sempre caminhando, seguiram o destino, até chegar à Poxoréo em 1932.

Dona Lindaura era uma pessoa forte e de muita fé. Quase todos os dias ia rezar na Igreja São João Batista. Dez dias atrás, ao ser comunicada da visita do padre a sua residência não se conteve: È o padre?! Deixe o padre entrar!!

Depois de 92 anos, dona Lindaura partiu atendendo o pedido do nosso Senhor!

Escrito por Batistao às 11:51
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Cultura é a mãe

DIÁRIO DE CUIABA, 06/02/2005
Cultura é a mãe
]
NIDES ALVES DE FREITAS


Fiquei todo o mês de janeiro me alimentando novamente da cultura maravilhosa de minha mãe. Foi na digestão do pequi que cheguei à reflexão de que um dos urgentes desafios para as gestões públicas, em todo o Brasil, é transformar e fortalecer a sua indústria cultural.

Dito assim parece pomposo, ou chato, mas o fato é que tão rico quanto o petróleo, a soja e o aço é o patrimônio imaterial de um povo. É certo que o estudo das cadeias produtivas da cultura (o quanto gera de emprego e renda o teatro, o cinema, etc) no Brasil é muito recente, mas já é possível afirmar que a preservação dos saberes, das vivências, do imaginário e da oralidade de um povo pode empregar muita gente, gerar muito dinheiro e qualidade de vida para todos os moradores.

No Mato Grosso, cidades que já foram importantes centros de difusão cultural estão perdidas no tempo, à mercê de gestores que possam vir a compreender a necessidade de preservação e a importância das tradições para a auto-estima de sua gente. Isso acontece em cidades ribeirinhas que perderam o encanto das águas, ou cidades de garimpo que perderam o atrativo milionário de suas riquezas naturais.

Um exemplo bem claro disso acontece em Poxoréo. Durante décadas a cidade foi a terra prometida para brasileiros e estrangeiros que viram ali a possibilidade de um futuro melhor. As famílias que chegavam iam formando um raro mosaico de tradições culturais, saberes, fazeres, comeres e vivências que impressionaram e marcaram a vida de muitas gerações, conforme registrou Michael Baxter, numa tese de pós-doutorado para a Universidade de Columbia, nos EUA.

As cidades que surgiram em terras poxoreenses foram vocacionadas para o crescimento. Primavera é a filha caçula e semente de um modelo de progresso exemplar para o Brasil. Rondonópolis há décadas é de uma economia “animal”. Enquanto isso, Poxoréo ainda busca formas e meios de rotacionar o seu ciclo econômico para uma fase pós-garimpo. Neste período, de indefinições no quadro político e econômico, o que se percebe naquela que foi a Capital dos Diamantes é um descaso com todo o caldeirão cultural que ali fervia, unindo indígenas, negros, nordestinos, pantaneiros e gaúchos, sem cerimônias. As danças de índio, de catira, os folguedos populares, as alvoradas, as serestas, os pratos típicos como moqueca de jaú, galinhada com pequi, os jogos, os contadores de histórias e todo um riquíssimo patrimônio, que outrora foi motivo de orgulho são tradições que correm risco de extinção. Isso poderia ser preservado numa dinâmica de turismo cultural. Sem falar dos casarões antigos, cheios de possibilidades, e diversas casinhas de uma arquitetura bela e simples, que hoje despencam seus tijolinhos sob tortas calçadas de paralelepípedos.

Compreender a cultura como o mais rico patrimônio de um povo, como a matriz de uma “sabença”, não é urgente somente em Poxoréo, uma cidade que já foi lendária pela magia do diamante, pela paisagem exuberante e pela alegria de sua gente. Há muitas outras cidades que estão se povoando sem se dar conta de que a sua alegria e o seu jeito de cultivar o encantamento brotam de uma celebrização idiotizante do estrangeiro, de uma artificialidade televisiva e de uma musicalidade e oralidade que não lhes pertencem e muito menos lhes conferem senso de pertencimento, de identidade. Há muitas currutelas com patrimônio deteriorado, quase perdido. Há muitas pessoas que poderiam viver desta “muntuêra de coisaradas” que somente elas sabem fazer, contar e preparar para as futuras gerações.

Atrelar o fazer cultural à cidadania, de forma determinante, é uma maneira inteligente de estimular a evolução lúdica da sociedade, preparando o cidadão para uma fase mais interativa de nossa convivência. Além de fomentar outros setores importantes da economia.

É por isso que o desafio para os gestores municipais é grandioso e necessário. Construir redes de agentes culturais, promover a inclusão digital e dar suporte para que os artistas possam ter acesso a mídia para expressar idéias e movimentos, de forma livre e lucrativa é possível. É digno. Perceber a cultura como mãe do progresso é o começo de uma mudança, que o Ministro Gilberto Gil vem chamando de revolução silenciosa na engenharia de nossa indústria cultural.



* NIDES ALVES DE FREITAS

Jornalista e gestor de cultura no ES e RJ

www.nides.blogger.com.br

nides@bol.com.br



 


Escrito por Batistao às 11:43
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Escrito por Batistao às 11:42
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